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Câmara da Chamusca gastou um milhão de euros e ficou com um prédio degradado

Câmara da Chamusca gastou um milhão de euros e ficou com um prédio degradado

Novela iniciada em 1999 não acabou porque não há dinheiro para obras de recuperação. Um velho e degradado edifício situado em frente à Câmara da Chamusca, que tinha sido cedido àquela autarquia há dezassete anos, e pelo qual a mesma estava a pagar dois mil e quinhentos euros de renda embora não o estivesse a usar, passou para a sua posse, por compra. A intenção é instalar uma escola de música mas não se sabe quando porque não há dinheiro.

Edição de 05.01.2017 | Sociedade

A Câmara da Chamusca chegou a acordo com os herdeiros de Agnelo Cid para a compra por 263.400 euros, do terreno situado nas traseiras de um prédio degradado, dos mesmos proprietários, que tinha optado por adquirir em 2015 pelo valor de 200.000 euros, para deixar de pagar uma renda mensal de dois mil e quinhentos euros fixada judicialmente.
No total a autarquia gastou até agora mais de um milhão de euros com o velho edifício situado na Rua Direita de São Pedro (Troço da Nacional 118 dentro da localidade), que lhe foi cedido em 1999 em regime de comodato para a instalação de pólos de formação e outros serviços que pouco tempo estiveram em funcionamento. Mas a “novela” ainda não terminou porque o edifício continua a degradar-se e não há dinheiro para fazer obras de recuperação e remodelação.
O contrato de comodato foi assinado entre a câmara, na altura gerida pela CDU e Agnelo Cid. Segundo o actual presidente da câmara, Paulo Queimado, a autarquia não pagava renda alguma mas obrigava-se a fazer obras de manutenção no edifício, que incluíam a colocação de um telhado novo, obras que nunca foram feitas. Após o falecimento do proprietário os seus herdeiros recusaram receber o imóvel nas condições em que o mesmo se encontrava e colocaram uma acção em tribunal.
Na sequência da mesma a Câmara da Chamusca foi condenada a fazer as obras de recuperação da moradia e a pagar uma renda mensal de 2.500 (dois mil e quinhentos) até à concretização das mesmas. O pagamento de rendas prolongou-se até 2015, altura em que a Assembleia Municipal aprovou a proposta da câmara para aquisição do edifício.
O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, explicou a O MIRANTE que a intenção do município é utilizar o edifício para a instalação de uma escola de música mas a concretização dessa possibilidade não tem qualquer data prevista uma vez que o município não tem dinheiro para tal investimento. Quanto ao terreno agora adquirido será utilizado para parqueamento de algumas viaturas do município.

Câmara da Chamusca gastou um milhão de euros e ficou com um prédio degradado

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