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Abandonada intenção de construir variantes em Vila Franca de Xira e Alverca

Custo das duas estruturas rondava os 20 milhões de euros e não havia a garantia de que resolvesse os problemas crónicos de circulação na congestionada Estrada Nacional 10.

Edição de 12.01.2017 | Sociedade

Não vale a pena ter ilusões sobre o assunto: as tão faladas variantes de Vila Franca de Xira e Alverca não vão sair do papel por serem caras e potencialmente ineficazes para resolver os problemas de trânsito da congestionada Estrada Nacional 10. A nota foi deixada pelo presidente do município vilafranquense, Alberto Mesquita (PS), numa das últimas reuniões de câmara.
Além disso, as obras de construção das duas vias teriam fortes impactos na zona e seriam de elevada complexidade técnica, por se tratar de intervenções em terrenos potencialmente alagáveis, como o caso da Nova Vila Franca.
Diz o autarca que só para a construção das duas variantes teriam de ser alocados mais de 20 milhões de euros dos cofres da câmara, valor elevado que na actual conjuntura não pode ser gasto nesses equipamentos. “É uma questão de prioridades e neste momento existem outras. Não vale a pena ter ilusões sobre este assunto, no nosso entender chegou o momento do Governo verificar, de uma vez por todas, por que motivo não se procede à abolição das portagens na Auto-Estrada do Norte (A1) para que esta seja usada como alternativa. Abolir as portagens era a solução adequada”, frisa o autarca.
Abolição de portagens é a solução pretendida
As variantes de Alverca e Vila Franca de Xira são discutidas há mais de uma década mas nunca viram a luz do dia. A premissa era construir uma via rápida que pudesse escoar trânsito da EN10, actualmente bastante congestionada, sobretudo nas horas de ponta. O presidente do executivo de Vila Franca de Xira há muito havia admitido que a A1 seria a “melhor variante” que o concelho poderia ter e diz que continuará fortemente empenhado na abolição de portagens naquela via.
No próximo mês deverá ser discutida no Parlamento o abaixo-assinado com mais de quatro mil assinaturas recolhidas pela comissão de utentes que exigem a abolição das portagens na A1.
O troço da auto-estrada portajada que abrange o concelho tem uma extensão de 10 quilómetros e a ligação entre Vila Franca de Xira e Alverca custa 65 cêntimos na classe 1 (automóveis ligeiros); 1,15 euros para a classe dois (monolugares); 1,50 euros para a classe 3 (camionetas) e 1,65 euros para a classe 4 (camiões). Um dos últimos estudos da Brisa, concessionária daquela auto-estrada, apontava a portagem de Alverca como sendo a mais movimentada de toda a A1, com a passagem de quase 35 mil viaturas por dia. O maior número de entradas e saídas naquela auto-estrada efectuavam-se precisamente no Ribatejo: Alverca, Carregado, Vila Franca de Xira, Torres Novas e Santarém.

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