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Executivo CDU que gere a Junta de Alhandra tem-se esquecido das zonas mais rurais

Executivo CDU que gere a Junta de Alhandra tem-se esquecido das zonas mais rurais

Anabela Bastos vai ser o rosto com que o PS quer reconquistar a freguesia

Edição de 12.01.2017 | Sociedade

Empresária vive nos Cotovios e já foi durante dois mandatos presidente da Junta de São João dos Montes, freguesia agregada a Alhandra. Diz que a união foi mal feita e não teve em conta os anseios da população e lamenta que a actual junta CDU não esteja a dar atenção às zonas rurais da união de freguesias. A O MIRANTE confirma ser o rosto do PS às próximas eleições para recuperar a junta.

O executivo CDU que gere a União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz tem-se esquecido das zonas rurais e não tem feito o suficiente para cuidar dos espaços públicos e zonas verdes dessas localidades. O lamento é deixado por Anabela Bastos, 50 anos, empresária e ex-presidente da Junta de São João dos Montes, que vive nos Cotovios e que mostra a O MIRANTE alguns dos locais degradados onde, na sua óptica, era necessária maior atenção.
“Não fico satisfeita quando vejo, por exemplo, o estado em que se encontra os Cotovios. Quando fui autarca, primeiro tentei embelezar a freguesia de São João dos Montes no seu todo e tenho a certeza que deixei as coisas em condições para quem vier a seguir continuar. Quem viesse devia fazer uma manutenção para as coisas continuarem em boas condições e essa manutenção deixou de existir. Isto replica-se um pouco por toda a união de freguesias. Fico triste com esta situação. Até porque quando se deixa as coisas chegar a este ponto acaba por gastar-se mais do dobro do que se fizesse uma manutenção”, refere.
Anabela Bastos nota que o trabalho feito pelo executivo CDU nos últimos três anos e meio podia ter sido “substancialmente melhor” e que será o povo a avaliar, nas próximas eleições, se esta foi ou não uma oportunidade perdida da CDU de mostrar que é capaz de fazer melhor. “Centralizaram bastante a actuação em Alhandra e esqueceram-se das zonas rurais. O sentimento geral é que as actividades que se têm desenvolvido têm sido centralizadas em Alhandra e todas as outras localidades da união têm sido esquecidas”, critica.
Haver ou não dinheiro e capacidade de contratar mais trabalhadores é uma opção do executivo, defende Anabela Bastos, e não um condicionalismo. “É uma questão de opção, saber onde gastar o dinheiro e o que fazer com os meios que se tem”, explica.

União de freguesias foi “mal feita”
Para Anabela Bastos a união de freguesias, tal como foi realizada, foi “mal feita” por não ter acautelado os anseios e necessidades da população. “São João dos Montes, de acordo com a lei, não deveria ser agregada, era considerada freguesia rural e por isso tinha todas as características para se manter autónoma e acabou por se ver agregada a Alhandra. E pior ainda, a Calhandriz, que sempre esteve ligada a Alverca, acabou unida a Alhandra. As pessoas da Calhandriz têm tudo em Alverca: centro de saúde, escolas e transportes. A união de freguesias não devia ter sido feita a régua e esquadro”, lamenta.
Anabela Bastos acredita que ainda é possível reverter a decisão da união e que se possam, pelo menos, “corrigir alguns erros” que foram cometidos pelo Governo de então.

Candidatura confirmada

Anabela Bastos é um rosto conhecido na zona e confirma a O MIRANTE que será o rosto do Partido Socialista nas próximas eleições autárquicas para reconquistar a união de freguesias, perdida pelo PS nas últimas eleições para a CDU. “Fui convidada e decidi aceitar porque não sou pessoa de deixar nada para trás e acredito que tenho condições para reverter a situação de degradação que está à vista de todos, acredito que tenho condições para fazer muito melhor”, refere.
Nasceu em Lisboa mas sempre viveu nos Cotovios, terra onde já residiam os avós e o pai. Foi presidente da Junta de São João dos Montes, também pelo PS, entre 2001 e 2009, tendo sido tesoureira no último executivo antes da freguesia ter sido unida a Alhandra.
“Foi uma experiência muito enriquecedora, senti que deixei para trás coisas feitas e isso é o mais importante. Fiz sempre questão de ter uma boa relação com as pessoas, não havia a barreira dos atendimentos a determinados dias, as pessoas quando precisassem de falar comigo bastava irem a qualquer altura”, refere. Anabela Bastos diz que avança porque as coisas “precisam de mudar” e a prioridade é reabilitar o que foi perdido ao longo dos últimos três anos.

Executivo CDU que gere a Junta de Alhandra tem-se esquecido das zonas mais rurais

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