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Janeiras são “bomba de oxigénio” para as finanças do rancho da AREPA

Janeiras são “bomba de oxigénio” para as finanças do rancho da AREPA

A visita do grupo já é esperada pelo comércio do Porto Alto e não só, que habitualmente premeia os cantares com donativos que ajudam a compor o seu orçamento. Este ano o ritual voltou a cumprir-se.

Edição de 12.01.2017 | Sociedade

No Porto Alto, concelho de Benavente, a tradição de cantar as Janeiras ainda se faz à moda antiga e todos os anos o rancho da AREPA (Associação Recreativa do Porto Alto) percorre as ruas da localidade animando o comércio local e angariando fundos que são um importante contributo para a contabilidade do grupo.
“As Janeiras são o grande balão de oxigénio do nosso rancho além dos apoios da Câmara Municipal de Benavente e da Comissão de Festas do Porto Alto. Chegamos a tirar daqui todos os anos mais de mil euros”, refere Mafalda Sousa, integrante do rancho da AREPA há mais de 10 anos. O dinheiro é depois aplicado na compra de trajes, nas deslocações do grupo e na escola do Rancho da AREPA que, de acordo com Mafalda, integra muitas crianças com poucas posses.
No sábado, 7 de Janeiro, a AREPA cantou as Janeiras pelo comércio do Porto Alto e Arados, desde as 9h00 às 20h00. Começaram pelas lojas e cafés e depois do meio-dia seguiram para a restauração. Por todos os locais que passaram, os comerciantes já os esperavam, pois é uma tradição nesta altura do ano. Cantam sempre duas músicas, sendo a segunda canção focada no comércio do Porto Alto. Acompanhados por alguns instrumentistas dão alguns passos de dança quando o espaço assim o permite.
Alguns comerciantes param as tarefas, outros continuam a trabalhar, pois há clientes para servir e não os querem fazer esperar. No fim é deixado um envelope com dinheiro num saco, como forma de contributo ao rancho. “Acho isto muito correcto. É mais uma forma de sabermos que temos um rancho folclórico de qualidade e com gente que conhecemos”, refere Joaquim Farinha de 59 anos, dono de uma loja de pneus à entrada do Porto Alto.
As Janeiras já passam pela loja de ferragens de Jorge Silva há quatro anos consecutivos. O comerciante de 50 anos diz que é “um bom convívio do povo de Samora Correia e Porto Alto”. Quanto a Cláudia Silva, proprietária de um café, sente que é uma oportunidade para dinamizar o próprio comércio.
No dia anterior, no Dia de Reis, o rancho cantara pela primeira vez as Janeiras para o presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), e seguiu depois pelo comércio de Benavente. Visitaram 14 negócios e, de acordo com Mafalda Sousa, foi “uma óptima oportunidade para os mais pequenos aprenderem a cultura do rancho”.
As Janeiras são por tradição cantadas entre o primeiro dia do ano e o Dia de Reis, mas actualmente os cantares prolongam-se durante todo o mês de Janeiro e o rancho do AREPA vai continuar a visitar o comércio do concelho. No dia 14 passa por Samora Correia e a 15 de Janeiro está agendada a visita ao Centro Bem-Estar Social Padre Tobias, aos Bombeiros e à Rádio Iris.

Janeiras são “bomba de oxigénio” para as finanças do rancho da AREPA

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