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Um rali onde o vinho é rei

Um rali onde o vinho é rei

Em Vila Chã de Ourique realizou-se mais um Rali das Adegas em que os participantes experimentam o vinho de 15 produtores da zona. Neste rali os concorrentes andam a pé, não há som de motores a roncar e de pneus a chiar, mas não falta animação e muitas histórias para contar. É uma prova dura e é preciso ter alguma resistência para chegar em condições ao fim de tantas etapas.

Edição de 19.01.2017 | Cultura e Lazer

É sábado, 14 de Janeiro, e em Vila Chã de Ourique combate-se o frio com o néctar mais famoso da freguesia do concelho do Cartaxo: o vinho. O sol diz presente e 60 pessoas põem-se a caminho desde o Pavilhão de Festas para mais um rali por 15 adegas que muito contribuíram para a afirmação da marca “Cartaxo Capital do Vinho”.
“O senhor Luís Seabra está?”, pergunta o presidente da Associação Musical de Vila Chã de Ourique (AMVCO) à filha do proprietário da Adega do Seabra. “Não está, foi para a poda”, responde Carla Ramalho - afinal para que 60 pessoas possam encher os seus copos alguém tem de trabalhar. Entre petiscos e várias conversas paralelas, o genro do proprietário convida os participantes na caminhada a experimentarem o vinho tinto, o verde e o abafado que por ali se fazem.
A O MIRANTE, Norberto Ramalho afirma participar “com gosto” desde a primeira edição, em 2012. “É uma boa iniciativa para os produtores de vinho de Vila Chã de Ourique e esperemos que continue por muitos anos. Muitos vêm mais pela paródia, mas também conseguimos alguma projecção do nosso vinho e que as pessoas conheçam as casas”, diz. “Vemos muitas pessoas de fora da vila e do concelho e isso é muito bom”, acrescenta a esposa.
É sempre assim num dos primeiros fins-de-semana de Janeiro. Em 2015 o rali não se realizou, mas à quarta edição houve uma reformulação. O evento ocupou o dia todo e as inscrições tiveram de ser limitadas para que toda a logística fosse possível. “Colocar mais de 100 pessoas a visitar todas as adegas não é fácil, pelo que tivemos de limitar a 60 pessoas”, confessa Mauro Silva o presidente da AMVCO.
De manhã um autocarro levou os participantes à Adega Cooperativa do Cartaxo e ao Museu Rural e do Vinho do Cartaxo. Conheceu-se um pouco mais sobre a história da produção de vinhos com o contrastar de duas realidades, a produção mais rural e a mais moderna. Todavia, logo nas primeiras horas do dia houve quem já tivesse molhado o bico - é um dia duro para o fígado, mas o evento assim o exige. Seguiu-se um regresso até ao Pavilhão de Festas em Vila Chã de Ourique onde foi servido o almoço e perto das 14h30 começou a romaria que se estenderia até à noite.

Uma prova dura que tem corrido bem
“Este rali só é possível com a participação dos produtores e com a vinda de pessoas de fora da vila e do concelho acabamos por potenciar vendas de vinho, segundo nos dizem os produtores. Queremos promover uma tarde de diversão e aquilo que temos nas nossas raízes, que é a produção de vinho”, diz Mauro Silva.
E sobre os riscos de 60 pessoas experimentarem o vinho de 15 adegas? Mauro confia nos deuses: “Cada um acaba por reagir de forma diferente à ingestão do álcool. São 15 adegas e se beberem um copo em cada adega há sempre a probabilidade das coisas correrem mal, mas graças a Deus que nas três edições nunca tivemos problemas”.
No fim a iniciativa termina onde começou, no Pavilhão de Festas, onde uma sopa quente e petiscos esperam os participantes e a música anima aquele que é o mais duro rali da região. “A associação conseguiu colocar as pessoas a provar o famoso vinho do Cartaxo, que na sua grande maioria é de Vila Chã de Ourique. É um afirmar dos nossos vinhos na região”, remata a O MIRANTE
o presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique, Vasco Casimiro. Para o ano há mais.

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