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Trabalhadores da fábrica de papel do Prado com pré-aviso de greve para 1 de Fevereiro

Indústria está a atravessar um processo de lay off e propôs o despedimento de 26 trabalhadores

Edição de 26.01.2017 | Economia

Os trabalhadores da Fábrica Prado Karton - Companhia de Cartão, em Tomar, reunidos em plenário na quinta-feira, 19 de Janeiro, decidiram avançar com um pré-aviso de greve para o dia 1 de Fevereiro.
José Fonseca, delegado sindical na Prado Karton - Companhia de Cartão, disse à Lusa que os trabalhadores decidiram reunir-se “perante a incerteza que se coloca quanto à capacidade de cumprimento dos acordos de rescisão que estão a ser propostos a 26 trabalhadores e ao que vai acontecer quando terminar, a 28 de Fevereiro, a comparticipação da Segurança Social no âmbito do ‘lay off’”, em vigor desde Fevereiro de 2016.
O delegado sindical apontou como um dos factores de dúvida o facto de os trabalhadores ainda não terem recebido o salário de Dezembro, situação que afirmou acontecer pela primeira vez, pelo menos desde que está na empresa, há 30 anos.
A proposta de rescisão que está a ser feita, essencialmente a trabalhadores perto da idade da reforma e a pessoas com contrato, prevê o pagamento de parte da indemnização e o restante em prestações de 36 meses, disse. Em comunicado, a União de Sindicatos de Santarém (USS/CGTP-IN) refere que “a Prado tem atravessado um lay off com as consequências financeiras que isso tem tido para os trabalhadores”, tendo feito notar que, “a acrescer a essa situação, recentemente a empresa tem contactado alguns trabalhadores no sentido de rescindirem contrato sem que sejam cumpridas todas as obrigações da empresa com os trabalhadores”.
Na mesma nota, a USS/CGTP-IN considera esta situação “imoral” e aconselha os trabalhadores a não aceitarem, tendo defendido que “não devem ser os trabalhadores responsabilizados e penalizados laboral e financeiramente pelos problemas que a empresa atravessa”.
Para o delegado sindical José Fonseca, a situação a que chegou esta fábrica, que existe desde 1772, por alvará do Marquês de Pombal, deveu-se não só à falta de encomendas, mas também a “falta de liderança” e a decisões da anterior administração que comprometeram a qualidade do papel produzido.
Empresa do Grupo Champalimaud, a Papel do Prado foi nacionalizada depois da revolução de Abril de 1974 e integrada na Portucel, tendo sido adquirida em 1999 pela Finpro, sociedade que era controlado pelo Estado (27,2%), Banif (32%) e Américo Amorim (25,4%), entretanto falida. Em Abril de 2016 foi adquirida à massa falida da Finpro pela sociedade gestora portuguesa Atena Equity Partners.
José Fonseca afirmou que nos últimos seis meses, em que, ao abrigo do ‘lay off’, 60% dos trabalhadores estão a laborar e 40% estão em casa, têm existido encomendas.

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