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Simplex,  complex e o nosso dinheiro deitado à rua

Edição de 26.01.2017 | O MIRANTE dos Leitores

Em Março do ano passado em Santarém, esteve a senhora secretária de Estado da Modernização Administrativa a tecer loas ao Simplex mais. Não era uma sessão para toda a gente, se bem me lembro, mas é pena que assim não seja. Para além daqueles simplexes para as empresas há os simplexes para os cidadãos que continuam a funcionar mal e que me fazem pensar que andam a esbanjar os nossos impostos em tecnologias, informáticas e depois ninguém sabe fazer nada com aquilo.
No meu centro de saúde o sistema de pedido de medicamentos para doentes crónicos só funciona quando a funcionária que sabe trabalhar com ele não está de férias nem de baixa. Nessas altura os pedidos feitos online não são entregues aos médicos e por isso não são satisfeitos.
O programa do Instituto da Modalidade e dos Transportes, IMT online, que a minha mulher experimentou há dias está mal feito e ninguém resolve. Para se fazer qualquer pedido tem que haver uma inscrição prévia. Faz-se a inscrição e depois não se consegue fazer o pedido porque o programa dá erro. Coloca-se o problema ao gabinete do utente online e a resposta bem portuguesa é mandarem a pessoa ir a um balcão físico do IMT.
Na Loja do cidadão mais próxima da minha residência, já por duas vezes fui mandado para balcões físicos da Segurança Social e do IMT. Uma porque havia uma falha na ligação informática e outra porque o serviço já não existia ali, o que não era verdade como me foi confirmado mais tarde pela responsável pelas Lojas do Cidadão.
E assim se gasta o nosso dinheiro que tanto custa a ganhar. A pagar equipamentos e funcionários que não foram preparados para fazer o seu trabalho.
Fernando de Carvalho

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