uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
Justiça tem de trabalhar “mais rápido” e ir “mais longe” no caso da legionella
Alberto Mesquita com o Presidente da Ordem dos Advogados de VFX, Paulo Rocha

Justiça tem de trabalhar “mais rápido” e ir “mais longe” no caso da legionella

Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira diz que dar resposta às vítimas é “o mínimo” que a justiça deve fazer, relembrando que o município tem disponível um advogado para aconselhar todos os que necessitem.

Edição de 26.01.2017 | Sociedade

As vítimas do surto de legionella no concelho de Vila Franca de Xira já deviam saber em que pé se encontram as investigações e, passados dois anos, é “exigível” que a justiça funcione de forma “mais rápida” e vá “mais longe” no apuramento da verdade.
A ideia é defendida a O MIRANTE por Alberto Mesquita, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, ainda no rescaldo de uma sessão realizada na cidade sobre o assunto na última semana. “A investigação devia ser concluída para as pessoas poderem tomar as decisões jurídicas mais adequadas. É exigível que a justiça apure o mais depressa possível quem é o culpado e o que se passou. É o mínimo que se pode fazer. Já vamos com dois anos passados e, mesmo sabendo que a investigação é complexa, as pessoas têm direito a ter uma resposta muito mais pronta da justiça que ainda não tiveram”, refere o autarca.
O município tem procurado saber em que ponto está o caso na justiça mas não tem tido sorte, o que deixa Alberto Mesquita ainda mais incomodado com a demora do caso. “Tem que se ir mais longe e mais rápido neste problema”, assegura. O autarca voltou esta semana a reafirmar que a câmara “tudo fez” do que estava ao seu alcance para apoiar as vítimas e relembrou que continua a haver disponível na câmara um advogado para esclarecer todas as dúvidas que ainda existam. “O que se passou foi muito grave e espero que nunca mais se repita, quer aqui quer no resto do país”, lamenta.
Recorde-se que na última sessão sobre o assunto foi divulgado um estudo desenvolvido por um professor do Instituto de Ciências Sociais, de Lisboa, junto de cerca de quatro dezenas de vítimas, que mostrou que a maioria ficou satisfeita com o atendimento que teve nos serviços de saúde e no hospital da cidade, mas classificou de “muito negativa” a actuação da empresa suspeita de ter causado o surto bem como da câmara e as juntas de freguesia.
O surto de Vila Franca de Xira infectou 375 pessoas e causou a morte a 14 pessoas. 90 por cento das vítimas viviam a três quilómetros da torre de refrigeração contaminada com a bactéria. O surto de legionella de Vila Franca de Xira foi o terceiro com mais casos em todo o mundo e teve início a 7 de Novembro de 2014, tendo sido controlado em duas semanas. A doença do legionário contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada.

Justiça tem de trabalhar “mais rápido” e ir “mais longe” no caso da legionella

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...