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Família desalojada no incêndio do Sardoal já tem casa renascida das cinzas
Emoção. Família voltou a ter a sua casa depois do incêndio

Família desalojada no incêndio do Sardoal já tem casa renascida das cinzas

Em Agosto de 2016 o concelho do Sardoal viveu momentos trágicos. Um incêndio de grandes dimensões causou muitos danos e deixou desalojada uma família. Nazaré e Ricardo viram o seu lar ser consumido pelas chamas mas seis meses depois receberam as chaves da sua casa reconstruída graças à solidariedade de diversas entidades.

Edição de 02.03.2017 | Sociedade

No dia 23 de Agosto de 2016, Nazaré, Ricardo e a sua filha de 13 anos ficaram sem casa. Um incêndio de grandes dimensões devastou o concelho de Sardoal, sendo a família Silva a única desalojada. Nos quinze dias que se seguiram à catástrofe ficaram alojados em casa de uma filha, no Sardoal, depois a câmara municipal cedeu-lhes um imóvel municipal na vila.
Em São Simão ficou a casa completamente destruída que a solidariedade da Caritas e de outras entidades ajudou a reconstruir, até à entrega na passada sexta-feira, 24 de Fevereiro, da renovada habitação numa cerimónia que até contou com um membro do Governo. Não fosse o empenho das entidades envolvidas e a boa vontade dos cidadãos e a família muito dificilmente teria agora a sua casa reconstruída.
As chamas consumiram essencialmente a zona dos quartos e sala, e a família mudou-se no dia 2 de Setembro para o apartamento cedido pela autarquia. Apesar de todos os dias se deslocarem até casa, primeiro ardida e depois em obras, para alimentar as ovelhas, as galinhas, os patos e o cães que permaneceram na propriedade, as rotinas não se alteraram por aí além uma vez que Nazaré trabalha na vila e o marido em Alferrarede. “Não afectou muito, até porque ficámos a viver em frente à escola” da filha mais nova.
Além disso contaram com a generosidade da família e dos amigos, nomeadamente da comunidade de São Simão que os ajudou na compra de novas mobílias e roupas, colaborando e associando-se ao processo de apoio.
Impacientes para voltar a casa, cuja reconstrução acompanharam opinando até na escolha de materiais, consideram que ficou “maravilhosa”, tendo as obras decorrido de forma “célere” muito graças à solicitude “do padre Carlos que de imediato tomou medidas para apoiar os desalojados. “As mudanças começam já amanhã”, diziam em uníssono.

A emoção do autarca
Durante a cerimónia de entrega das chaves da casa, o presidente da Câmara do Sardoal, Miguel Borges (PSD), classificou o dia como “de fortes emoções”. Para o autarca “a política só faz sentido quando sentimos estar a fazer algo pelas pessoas”. O autarca relembrou o dia 23 de Agosto como um “dos momentos mais tristes” da sua vida e o “mais difícil” da sua vida de político.
As obras de reconstrução orçaram em cerca de 44 mil euros que foram angariados e pagos pela Cáritas, tendo o projecto de arquitectura e o acompanhamento técnico sido assumido pelos serviços da Câmara do Sardoal. Numa operação coordenada pelo Ministério da Administração Interna e pela Cáritas Portuguesa foram recebidos e aplicados os donativos provenientes dos cidadãos, da embaixada dos Estados Unidos da América e ainda da República de Timor-Leste.
O secretário de Estado da Administração Interna reconheceu publicamente no Sardoal a importância do trabalho conjunto das entidades intervenientes. “Felizmente para além das entidades públicas outras se juntaram no momento de dificuldade, imbuídas de espírito solidário, uma rede de apoio aos cidadãos lesados” afirmou Jorge Gomes. Agradeceu ainda à Cáritas Portuguesa “pela iniciativa, altruísmo e empenho na angariação de apoios junto dos cidadãos”. A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Cruz.

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