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18/08/2017
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Manuel Monteiro Ferreira Paulo

Manuel Monteiro Ferreira Paulo

Proprietário da Macrofal - Comércio de gessos e materiais para construção, 55 anos, Santarém

Edição de 08.03.2017 | Agora Falo Eu

Gostaria de viver numa cidade sem semáforos nem sinais de trânsito?
Não. Numa cidade isso representaria o caos e haveria abusos que me retirariam o gosto de lá viver.
Subscrevia uma proposta para termos outro hino nacional?
Penso que não, porque apesar de ter sido composto como um grito de revolta, pensado na altura em que foi escrito, do ponto de vista do simbolismo, continua incrivelmente actual. Os canhões e as armas em geral são diferentes mas continuamos a precisar muito de “levantar hoje, de novo, o esplendor de Portugal”.
Tem alguma tatuagem ou já pensou em fazer uma?
Não tenho, não pensei em fazer e parece-me dispensável, no entanto algo simbólico e com dimensões adequadas não me choca.
O ensino do fandango devia ser obrigatório nas escolas ribatejanas?
Não, esse tipo de obrigação não seria bem visto, mas ao invés disso deveríamos ter uma verdadeira política de cultura em Portugal, valorizada e capaz de apoiar grupos e instituições que todos os dias se debatem para continuarem a defender o que é nosso.
Durante quanto tempo é capaz de guardar um segredo?
Isso depende essencialmente do carácter e das circunstâncias. Há segredos que poderei guardar para sempre e outros com os quais nunca poderei compactuar.
Alguma vez sentiu orgulho em ser cidadão europeu?
Gosto de ser europeu mas sinto-me mais orgulhoso por ser português porque sentir-me europeu é uma coisa mais lata e menos pessoal.
O que gostava de fazer e não faz para não cair no ridículo?
Gostava de conseguir explicar a todos os ridículos, que o são e não têm noção disso, mas não o faço precisamente porque poderia cair no ridículo de não conseguir.
Quais as personagens históricas que mais despreza?
As personagens históricas não se desprezam, expõem-se, porque quanto maior for o conhecimento que temos delas melhor nos poderemos acautelar.
Alguma fez assistiu a uma tourada ao vivo? Qual a sua opinião?
É um tema polémico e sou contra toiros de morte mas a verdade é que adoro uma boa corrida. Por outro lado, entendo que a lide continuaria a ter a sua beleza se as bandarilhas apenas picassem o toiro em vez de ficarem lá cravadas.
Sabe algum refrão de uma cantiga do Quim Barreiros?
Claro, mas canto pessimamente.
Fazem falta mais mulheres na política?
Sem dúvida. Para além da igualdade de direitos são mais focadas e também ajudam a melhorar as decisões porque introduzem quase sempre uma perspectiva mais humanizada.
Alguma vez deu sangue? Qual a sua opinião?
Sim. Parece-me uma coisa absolutamente normal e, embora não faça disso um hábito, se necessário lá irei.
O Facebook e as outras redes sociais melhoraram a sua vida?
Tudo o que facilitar a comunicação, melhora a nossa vida, depois cabe-nos gerir os recursos.
Se vir alguém deitar lixo para o chão diz-lhe alguma coisa?
Não. Prefiro deixar essa tarefa para quem chega às massas porque pregar de porta em porta é uma tarefa morosa e ingrata.
Qual foi a sua maior extravagância?
Apesar de já ter feito alguns gastos e depois ter dúvidas sobre se poderia ter sido mais contido, não consigo lembrar-me de nada que possa ser considerada uma verdadeira extravagância.
A instalação de câmaras de vídeo é uma boa maneira de combater a criminalidade?
Combater não direi mas acredito que seja uma boa forma de dissuasão.
Quais as qualidades que mais aprecia numa pessoa?
Nas pessoas que se relacionam comigo são a amizade, a honestidade e a humildade. Das pessoas em relação à sociedade é a generosidade e o respeito pelos outros.
Qual é o seu maior defeito?
Quem me conhece diz que sou muito controlador. Se for eu a acusar-me direi que é dar tudo de mim e depois sentir-me decepcionado com os outros.
O que significa a expressão “Gozar a vida”?
A resposta mais simples seria afirmar que é trabalhar para viver em vez de viver para trabalhar mas como nem sempre pode ser assim acrescento que gozar a vida é fazer o que se gosta, mesmo nos momentos em que decidimos não fazer nada.
Sente-se livre?
Livre só no pensamento porque nas sociedades actuais ninguém é livre, na medida em que todos estamos condicionados por alguma coisa.

Manuel Monteiro Ferreira Paulo

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