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28/03/2017
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A agricultura foi o sector que menos sofreu em tempos de crise
Mais de três centenas de pessoas compareceram no tradicional encontro de agricultores promovido pela Agromais na Golegã, que serviu para ouvir as preocupações do sector.
Edição de 15.03.2017 | Economia

“A agricultura tem bom nome na Europa”. As palavras são do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, durante a sua intervenção, no decorrer do XV Encontro de Agricultores promovido pela Agromais - Entreposto Comercial Agrícola, no dia 8 de Março, na Golegã. “Ser agricultor era algo socialmente desqualificado mas hoje essa imagem inverteu-se completamente. Ser agricultor hoje já confere na sociedade portuguesa um estatuto social elevado e não é por acaso que isso acontece”.
O governante afirma que “tem a ver com o enorme esforço e capacidade que os agricultores portugueses demonstraram e no percurso que fizeram nestes 30 anos de integração europeia contrariamente ao que muitas vezes é dito: os apoios não foram desperdiçados e na sua generalidade foram bem aplicados”. Capoulas Santos afirmou ainda que em Portugal “as irregularidades na agricultura são ínfimas, ao contrário do que se passa em outros estados membros”.
Quem também tem a mesma opinião é o presidente da Agromais, Luiz Vasconcellos e Souza. “A agricultura portuguesa melhorou muito o nome e sobretudo numa época de crise o que se viu foi que este sector foi o que menos sofreu”. O engenheiro responsável pela Agromais afirma que “as fábricas fechadas valem zero, mas uma parcela de terreno vale sempre qualquer coisa e as pessoas ficaram com a ideia do que é o verdadeiro valor das coisas. Ficou a perceber-se que a essência da riqueza por vezes são coisas muito concretas”.

Encontro serviu para ouvir as preocupações do sector
Foram mais de três centenas de agricultores, parceiros e convidados da Agromais que se reuniram no já habitual encontro de agricultores na Golegã, nas instalações da Agromais Plus, uma empresa do grupo constituída em 1999 e que actualmente se destaca na comercialização de factores de produção para a agricultura nacional.
O encontro contou com uma mesa redonda, que teve a moderação do director e coordenador técnico da Agrotejo, Mário Antunes, onde os agricultores Carlos Graça, João Geada e João Coimbra falaram das suas preocupações, problemas relacionados com a produção, contaram a sua experiência, falaram do seu sucesso e da aposta na tecnologia para redução de custos na produção.
No debate chegou-se à conclusão de que vale a pena apostar na agricultura mas as ajudas (subsídios) são fundamentais. “Ajudas agro-ambientais, ajudas aos projectos, nunca se fez nenhum investimento nos últimos 30 anos que não fosse apoiado por estes mecanismos. Não podemos é estar sujeitos a estas esperas que vão ficar complemente desfasadas das necessidades de investimento dos agricultores”, afirmou o produtor João Coimbra.
O recado ficou dado ao ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que já trazia os números para responder aos agricultores. “No que diz respeito ao primeiro pilar da PAC (Política agrícola Comum), o ano de 2016 foi aquele em que provavelmente houve um maior volume de apoios financeiros transferidos para os agricultores. No conjunto transferimos 1700 milhões de euros pelos dois pilares e, em Outubro, procedemos ao maior adiantamento que alguma vez foi foi feito”, afirmou o ministro.
O governante esclareceu ainda que “foram apresentadas ao Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) até agora 32 mil candidaturas e já foram analisadas 29.882, ou seja, 92 por cento. Destas já foram decididas 17.992 e das que foram decididas, 68 por cento foram aprovadas. Das candidaturas decididas já foram contratadas 1.400 candidaturas”, explicou.

Agrotejo recebe medalha de honra do Ministério da Agricultura

A Agrotejo recebeu no dia 8 de Março, das mãos do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, a medalha de honra do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, no decorrer do XV Encontro de Agricultores promovido pela Agromais na Golegã.
A distinção do ministério visa reconhecer publicamente a excepcional contribuição para o desenvolvimento da agricultura e o mérito desta organização que se tem evidenciado em prol da agricultura e do mundo rural. A Agrotejo foi fundada em Maio de 1986 por cinco entidades dos concelhos da Chamusca, Golegã e da freguesia de Riachos, concelho de Torres Novas, representando cerca de 600 agricultores do Vale do Tejo.
O director e coordenador técnico da Agrotejo, Mário Antunes, agradeceu em nome da Agrotejo e afirmou que “este é um prémio que muito deu trabalho que nem sempre foi fácil, mas sempre em prol da região e dos agricultores”. “Este prémio é de todos”, afirmou.

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