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23/05/2017
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AIP inicia na Renova visitas a empresas que sobreviveram e cresceram durante o reajustamento
Associação Industrial Portuguesa comemora 180 anos com diversas iniciativas ao longo do ano. A próxima visita da AIP vai acontecer no dia 30 de Março à Panidor, empresa de Leiria que produz dez milhões de pães por ano.
Edição de 15.03.2017 | Economia

O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP) realçou no dia 10 de Março, durante uma visita à fábrica da Renova, em Torres Novas, a capacidade das empresas portuguesas que sobreviveram ao processo de reajustamento e que nesse período “cresceram e se desenvolveram”. José Eduardo Carvalho falava durante a primeira de dez visitas a indústrias que vai efectuar até Novembro no âmbito da celebração dos 180 anos da AIP, destacando o arranque da iniciativa numa empresa “extraordinária” e “emblemática no país, dentro de um sector extremamente concorrencial”.
A iniciativa começou na Renova - numa visita acompanhada pelo presidente da empresa, Paulo Pereira da Silva, e pelo secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos -, empresa que, segundo José Eduardo Carvalho, encaixa na totalidade nos objectivos definidos pela AIP: ser associada de longa data da associação, pertencer à indústria transformadora, ter crescido durante o período de ajustamento e não ter sido vendida a estrangeiros.
José Eduardo Carvalho afirmou que, tendo em conta a origem da associação - que quando se formou, há 180 anos tinha 800 associados, reunindo as manufacturas e as empresas “quase embrião do capitalismo” lá representadas -, foi decidido, “devido também à desindustrialização que ocorreu nos últimos anos, centrar estas visitas nas empresas da indústria transformadora e nomeadamente naquelas que conseguiram sobreviver ao processo de ajustamento e que durante esse período cresceram e se desenvolveram”.
No caso da Renova, o secretário de Estado da Indústria destacou as “apostas muito claras” feitas na tecnologia, a ponto de ser “uma das fábricas mais evoluídas em Portugal em termos de automação”, afirmando que esta empresa foi uma das fontes inspiradoras do programa de apoio criado pelo Governo e que disponibiliza 2.000 milhões de euros para esta área.
“A Renova lidera a aposta na propriedade intelectual, a aposta no ‘design’, no ‘marketing’, na marca, muito antes de estarem no discurso político e até nos livros de gestão. Não fica atrás, e até fica à frente, de vários centros criativos na Europa”, realçou João Vasconcelos.
José Eduardo Carvalho aproveitou para reforçar que há empresas que também conseguiram sobreviver a um processo de reajustamento que foi “complicadíssimo”, mas que estão “extremamente endividadas” e a necessitarem de intervenções de capitalização e de alguma reestruturação do seu passivo bancário.
João Vasconcelos reconheceu que o tecido empresarial nacional enfrenta “graves problemas de capitalização” e que os níveis de endividamento das empresas não são aceitáveis, referindo a linha de 1,6 mil milhões de euros lançada recentemente pelo Governo e que inclui 400 milhões de euros para operações de tesouraria, além de dezenas de medidas de âmbito fiscal.

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