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28/04/2017
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Críticas. Moradores lutam há anos contra caminho em mau estado
Mau estado da Travessa do Portela continua a motivar queixas
Moradora foi protestar à Câmara de Alcanena mais uma vez. Município reconhece que o problema se arrasta há demasiado tempo e promete soluções durante este ano.
Edição de 15.03.2017 | Sociedade

O caminho de acesso à casa de Isabel Dias, em Alcanena, é um amontoado de ervas e buracos em terra batida, situação que há muito tempo tem motivado protestos por parte da moradora na Travessa do Portela. “Quando é que põem alcatrão no caminho de acesso à minha casa?”, perguntou a reformada na última reunião de câmara em Alcanena. “Não me interessa se é a junta, se é a câmara. Eu só quero a minha situação resolvida”, apelou.
Contactada por O MIRANTE, a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), refere que o caso já foi encaminhado para a União de Freguesias de Alcanena e Vila Moreira, entidade que realiza trabalhos em pequenas vias, e que está em avaliação. Reconhece ainda que o problema realmente tem vindo a arrastar-se há anos e garante que será resolvido até ao final do ano.
Isabel Dias, 67 anos, reside com o marido Mário Dias Silva, de 68 anos, ambos reformados, na Travessa do Portela, em Alcanena, há 24 anos. Na casa já viviam os seus sogros e, na altura, quando o seu sogro, que era uma pessoa doente, tinha que se deslocar ao hospital, “os bombeiros tinham de acartá-lo na maca até lá abaixo à estrada”, pois o carro dos bombeiros não tinham acesso à casa devido às más condições do caminho.
Isabel refere indignada que tanta a câmara como a junta de freguesia nunca se interessaram em resolver o seu caso. Na anterior presidência, prometeram obras que nunca chegaram a concretizar-se.
“O ano passado, cheguei a ter as ervas pelo meu ombro e várias vezes já lá caí”, sublinha a moradora. Depois de várias deslocações à câmara, o município cortou as ervas e tapou os buracos, mas, diz a queixosa, “é só um remedeio” e, por isso a reformada vai continuar a insistir e a ir às reuniões de câmara até lhe resolverem a situação.
Isabel Dias diz que já deixou de queixar-se à junta, pois “nunca se interessaram pelo meu caso”, mas “eu pago sempre os meus impostos, por isso acho que mereço ter aquilo que tenho direito”, afirma. A queixosa diz mesmo que sempre pagou o seu IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), mesmo depois de fazerem uma nova avaliação, mas “ninguém teve em consideração o piso até lá chegar e fiquei a pagar como se estivesse numa boa moradia”. A queixosa afirma que sempre soube que haviam três estradas para serem alcatroadas pela junta de freguesia, agora questiona “porque é que arranjou verba para alcatroar umas e não arranjou verba para arranjar outras?”.

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