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Não há acordo entre rodoviária e câmara por causa da rua entre escolas em Alverca

Câmara arranjou uma estrada que não pode ainda receber autocarros com mais de 40 lugares e a rodoviária não está disponível para meter mini-bus a circular.

Edição de 15.03.2017 | Sociedade

A chamada “rua entre escolas”, em Alverca, ao lado da Secundária Gago Coutinho, está a ser palco de um braço-de-ferro entre a câmara municipal e a empresa Rodoviária de Lisboa (RL) há quase dois anos que tem prejudicado os utentes, nomeadamente os alunos. E o caso continua sem ter um fim à vista.
Em causa estão obras feitas na rua em Setembro de 2015 pela Câmara de Vila Franca de Xira, que ali gastou 70 mil euros para corrigir os abatimentos do piso causados por décadas de uso dos autocarros. Mas desde as obras que os autocarros com mais de 40 lugares estão impedidos de passar na zona, o que obrigou a empresa a fazer mudanças nos trajectos das carreiras 320, 345 e 360 que são menos vantajosas para os utentes.
Um exemplo dos transtornos pode ser visto no caso da carreira 320, que passava em frente ao CEBI e passou a parar apenas junto à estação de comboios, obrigando os alunos a atravessar sozinhos toda a cidade. A empresa tem feito vários pedidos à câmara para que esta volte a autorizar a passagem dos autocarros na rua entre escolas mas os pedidos têm sido recusados.
Diz a câmara que não houve ainda uma boa sustentação dos solos e que por isso a empresa deve colocar ao serviço mini-autocarros (mais leves) que possam fazer aquele trajecto, mas a empresa diz que isso não é possível. “Compreendendo os problemas que se estavam a criar, a câmara autoriza a passagem à empresa desde que com um mini-autocarro, mas sem esse mini-autocarro podem ter a certeza de que por ali não passam”, voltou a garantir António Oliveira, vereador do município. O autarca falava do assunto em assembleia municipal depois de ter sido questionado por vários eleitos sobre o problema e o impasse que está gerado na zona.

Rodoviária diz que mini-autocarros não são viáveis
A Rodoviária de Lisboa já tinha explicado a O MIRANTE que a solução de recorrer a mini-autocarros não é possível. “Face ao número de passageiros que as referidas carreiras transportam, não é viável a afectação [de mini-bus] a estes serviços”, explicava fonte oficial da Rodoviária. A empresa tinha acompanhado com “preocupação” a degradação do piso da rua entre escolas e lamentou que, desde que as obras se iniciaram, começasse a registar atrasos “muito significativos” nas carreiras 320, 345 e 360, que passaram a ter de circular pela rotunda dos hipermercados.
Vários alunos, escutados na zona, dizem que a actual situação “não é nada” e não serve a ninguém. “De que vale ter uma estrada em boas condições se depois não é usada para nada? Há gente a andar imenso daqui lá para cima por causa da falta desta carreira aqui”, conta um grupo de alunos.

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