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27/05/2017
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PROTESTO. Carlos Frazão e Carlos Nazaré (de pé), quando abandonavam a sala
Autarcas deixam reunião de Câmara de Rio Maior durante intervenção de cidadão
Vice-presidente e vereador saíram da sala de sessões para manifestar o seu descontentamento com a atitude do munícipe inscrito para intervir.
Edição de 29.03.2017 | Política

O período destinado à intervenção do público na reunião de câmara de Rio Maior desta sexta-feira ficou marcado pelo abandono da sala por parte do vice-presidente Carlos Frazão (da coligação PSD/CDS) e do vereador Carlos Nazaré (PS). Os dois autarcas contestaram o facto de o cidadão inscrito para falar, João Verde da Costa, ter indicado previamente aos serviços que pretendia intervir apenas sobre um tema (o parque desportivo da cidade) e depois aproveitar para abordar outros assuntos, indo contra o que está regulamentado. Uma postura que consideraram desrespeitosa e reiterada.
João Verde da Costa, que é também activista da CDU no concelho e intervém regularmente nas reuniões de câmara em que é dada voz ao público, lamentou a atitude dos autarcas e garantiu que a partir de agora passará a indicar previamente todos os assuntos que pretende abordar.
Carlos Frazão acabaria por regressar pouco depois à reunião para responder a questões colocadas por João Costa e aproveitou para sublinhar que há regulamentos que devem ser cumpridos e que o que rege a intervenção do público exige a identificação das matérias a abordar. Uma posição reforçada pela presidente Isaura Morais. “A democracia é isto mesmo”, sublinhou Carlos Frazão.
A vereadora Ana Filomena Figueiredo foi mais irónica, afirmando “compreender a necessidade da CDU em mostrar que está viva e atenta”. Considerou legítimas as intervenções dos cidadãos nas reuniões de câmara mas questionou a metodologia usada. “Se um papelinho não chegar para escrever os assuntos sobre os quais quer intervir, alguém lhe arranjará mais um papelinho”, disse.
Antes, a reunião de câmara já tinha sido marcada por alguma crispação entre a maioria PSD/CDS e o vereador da CDU Augusto Figueiredo, nomeadamente quando se fez o ponto da situação sobre o processo da residência de estudantes da Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Houve vozes alguns decibéis acima do normal e algumas directas e indirectas de parte a parte, embora no essencial todos estejam de acordo: a necessidade de criar esse equipamento e dar alojamento aos alunos mais necessitados.

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