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Município da Golegã perto do regresso à Águas do Ribatejo

Município da Golegã perto do regresso à Águas do Ribatejo

Município tem dificuldade em encontrar financiamento para os investimentos necessários nos sistemas de abastecimento de água e saneamento básico.

Edição de 29.03.2017 | Política

O possível regresso do município da Golegã à empresa intemunicipal Águas do Ribatejo, de que foi um dos fundadores, voltou a ser discutido em reunião de câmara. O vice-presidente, Carlos Asseiceiro (PS), lembrou que o município não dispõe das verbas para os investimentos necessários nos sistemas de abastecimento de água e saneamento básico, que rondam os 3 milhões de euros, sendo a adesão à empresa intermunicipal uma forma de solucionar esse problema.
O MIRANTE já tinha revelado o ‘namoro’ entre a Águas do Ribatejo e o município da Golegã em Outubro de 2016. Recorde-se que a Golegã fez parte do projecto de criação da Águas do Ribatejo mas acabou por sair em 2008, pouco tempo depois da fundação da empresa, preferindo continuar a gerir a água e o saneamento no seu concelho. Agora, pondera fazer marcha-atrás.
O presidente da autarquia, Rui Medinas, garantiu que “até ao final deste mandato este assunto fica decidido”. A câmara encomendou um estudo que deve estar pronto no final de Abril.
Os problemas são vários; contadores de água que não funcionam, o que se reflecte na receita arrecadada; infraestruturas com cerca de 30 anos onde não houve praticamente nenhum investimento a não ser a sua manutenção; o mau serviço que é prestado ao cidadão devido aos parcos recursos de que o município dispõe actualmente, como por exemplo funcionários com limitações de saúde e físicas e poucos efectivos.
“Em termos de qualidade de serviço, temos a noção de que está aquém daquilo que são as necessidades. Estamos a pensar numa prestação de serviços externos para a instalação de centenas de contadores, porque essa é uma receita que não se está a arrecadar. Neste momento só temos dois canalizadores”, disse o presidente Rui Medinas (PS).
“Sem investimento, e se seguirmos este caminho, em 2019 temos um défice acumulado de 1,7 milhões de euros, ou seja cerca de 250 mil euros por ano”, disse por seu lado Carlos Asseiceiro, que lançou no ar a questão: “Quando é que o município da Golegã tem disponibilidade para investir 3 milhões de euros? O problema é que sozinhos não temos condições de acesso a fundos comunitários”.
No fim da discussão a vereadora Ana Isabel Caixinhaverbalizou o que todos estavam a pensar: “Estamos entre a espada e a parede. O município da Golegã não tem capacidade de fazer esse investimento”.

Município da Golegã perto do regresso à Águas do Ribatejo

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