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25/06/2017
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CRENÇA. Autarca de Vila Franca de Xira ainda acredita no ressuscitar da plataforma logística
Plataforma logística da Castanheira será “pilar de desenvolvimento” do concelho
Autarca de Vila Franca de Xira ainda acredita que a estrutura vai ter êxito e captar negócios. Contrato com retalhista Jerónimo Martins será assinado “a breve trecho” e uma outra empresa está também interessada em mudar-se para o local.
Edição de 05.04.2017 | Economia

A Plataforma Logística da Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, vai ser o “pilar do desenvolvimento futuro” do concelho, considerou na última semana o presidente do município, Alberto Mesquita (PS).
Apesar da aparente falta de vitalidade económica daquela estrutura há quase uma década, o autarca continua a mostrar-se “optimista” quanto ao futuro da plataforma que, insiste, nasceu no ano e na altura errada mas que ainda tem tudo para vir a dar certo.
“Sou um optimista consciente. A plataforma demorou seis anos a ser aprovada e quando isso finalmente aconteceu arrancou em 2008, no auge da crise económica e as coisas desmoronaram-se. A plataforma estagnou mas o investimento não se vai perder. Ela é, e continuará a ser, a expectativa grande do desenvolvimento do nosso concelho”, frisou o autarca na última reunião pública de câmara, realizada precisamente na Castanheira do Ribatejo.
O autarca voltou a enfrentar as críticas da oposição CDU que sempre condenou a falta de uma visão estratégica para o local. Rui Pereira disse mesmo “ser uma pena” ver a plataforma “no estado em que se encontra”.
A primeira empresa a instalar-se na plataforma logística, já se sabe, será do grupo Jerónimo Martins, dono da cadeia de supermercados Pingo Doce, que pretende instalar no local uma unidade de processamento de carne e distribuição. “O contrato com a Jerónimo Martins, do que sabemos, está para ser firmado a breve trecho e também já existe uma segunda empresa interessada em instalar-se na plataforma. ”, revelou o autarca.
Para que a Jerónimo Martins se instalasse no local a câmara teve de alterar o loteamento da plataforma logística, estando em causa a redução de uma área de 10 para quatro lotes, remoção da portaria que estava prevista para o local e a eliminação de 150 lugares públicos de estacionamento numa bolsa que tinha 600 lugares.
Alberto Mesquita aproveitou para lamentar a escolha do Governo em instalar o aeroporto complementar à Portela no Montijo ao invés da Ota (Alenquer). “O novo aeroporto nunca deveria ter saído da Ota, essa era a opção certa para todos”, defendeu.

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