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Tejo vai ter videovigilância por drones e uma unidade de intervenção rápida

Edição de 05.04.2017 | O MIRANTE dos Leitores

Sou como S. Tomé: Ver para crer. Conversas e promessas de políticos são muito boas para fazer títulos de jornais mas a maior parte das vezes não passam de tretas mesmo quando são aprovadas leis e decretos-leis que, como se sabe, nunca entram em vigor porque lhes falta regulamentação que nunca chega a ser aprovada. Anuncia-se a grande inovação e depois continua tudo na mesma.
Aqui há anos foi anunciada com pompa e circunstância a instalação de sistemas de vídeo vigilância da floresta para evitar fogos florestais. Os fogos florestais aumentaram, foram de maiores dimensões do que eram antes do anúncio da tão evoluída iniciativa e quando O MIRANTE,
em 2007, foi saber da videovigilância deparou-se com sucata que praticamente nunca tinha funcionado por falta de manutenção.
Agora o Tejo vigiado por drones é outra anedota. Se eu disser que a bacia hidrográfica do Tejo em Portugal tem uma extensão de cerca de 25 mil quilómetros quadrados quem é que consegue levar a sério esta notícia? O Tejo só é vigiado nos locais onde há uma ligação efectiva das populações ao rio e uma ligação efectiva não é olhar a paisagem do Tejo a partir de uma vivenda luxuosa no alto de uma colina, por exemplo. Deixem de brincar à protecção do Tejo caros doutores. E os senhores jornalistas voltem a fazer notícias em vez de serem amplificadores de “bitaites”. Eu também leio “bitaites” mas é no Facebook quando estou para aí virado. Nos jornais espero ler notícias embora isso seja cada vez mais raro.
Alberto Gomes

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