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“São as pessoas mais velhas que continuam a comprar jornais locais e regionais”
Adelino Neto

“São as pessoas mais velhas que continuam a comprar jornais locais e regionais”

O MIRANTE vende-se aqui! Papelaria e Livraria Clipneto - Rua Infantaria 15 nº 23 - Tomar

Edição de 05.04.2017 | O MIRANTE vende-se aqui

Adelino Neto conhece o mundo do comércio desde os seis anos de idade. Os pais eram proprietários de uma mercearia taberna com petiscos e salsicharia no concelho de Tomar mas isso não fez com que ele enveredasse pelo mundo dos negócios logo no início do seu percurso profissional. Primeiro trabalhou como professor e só depois, já lá vão trinta anos, abriu um espaço comercial para trabalhar por conta própria.
No primeiro andar do edifício onde se mantém a papelaria e livraria Clipneto vendeu artigos de decoração como porcelanas e cristais, brinquedos e tinha instalado um clube de vídeo. Adelino Neto diz que foi obrigado a adaptar-se aos novos tempos e a desfazer-se do que já não era rentável.
Aos 58 anos, depois de ter ensinado Trabalhos Oficinais e EVT durante 18, e ainda trabalhar em “escritas e contabilidades”, o empresário garante a O MIRANTE que só consegue manter a Clipneto devido ao horário alargado, desde as 7h00 até às 19h30, todos os dias menos ao domingo e à oferta alargada de artigos de papelaria. “Temos de tudo”, diz.
Entre os jornais e revistas está O MIRANTE.
Adelino Neto explica que vende cinco ou seis exemplares por semana. “As pessoas sabem que o jornal é distribuído com o Expresso aos sábados e optam por comprar aquele semanário. Por outro lado O MIRANTE
é maioritariamente vendido por assinatura, o que acaba por afectar a venda em banca. A própria Clipneto aceita assinaturas do jornal. “Aqui na banca a preferência em termos de jornais locais vai para os de Tomar. Muitos leitores começam logo por ler a necrologia”, refere.
Acrescenta que os compradores dos jornais diários e semanários são pessoas mais velha. Mas nem sequer são essas quem compra mais jornais. “O que nos vale são os cafés da cidade comprarem o Correio da Manhã e o Record para disponibilizarem aos seus clientes”, explica. A Papelaria Clipneto orgulha-se de ter “uma clientela fiel há décadas”. São pessoas com quem o empresário mantém uma relação próxima. “Somos praticamente uma família”, diz.
Para além dos jornais e revistas o que ainda vai dando algum lucro é o tabaco, alguns brinquedos, fotocópias e os jogos da Santa Casa. “Até o livro escolar deixou de ser interessante muito por causa das grandes superfícies comerciais e da Internet onde hoje praticamente tudo pode ser comprado. A Internet é também um dos motivos da quebra na procura de jornais”, refere.
Adelino Neto gosta muito do que faz e não sabe se na reforma irá deixar o negócio para os dois filhos. “Talvez a rapariga queira continuar”, refere, apesar de admitir que trabalhar por conta própria é uma prisão e exige grande espírito de sacrifício”.

“São as pessoas mais velhas que continuam a comprar jornais locais e regionais”

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