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Oposição acusa maioria PS na Câmara de Abrantes de “discriminar” freguesias rurais

Oposição acusa maioria PS na Câmara de Abrantes de “discriminar” freguesias rurais

Na última reunião do executivo, as vereadoras do PSD e da CDU confrontaram a gestão socialista com a diferença de valores atribuídos à maior freguesia do concelho em contraponto como o que foi destinado às freguesias rurais.

Edição de 05.04.2017 | Política

A oposição acusa a maioria socialista que gere a Câmara de Abrantes de discriminar as freguesias rurais do concelho. Isto porque os documentos de prestação de contas do exercício de 2016 do Município e dos Serviços Municipalizados de Abrantes revelaram valores transferidos para a única freguesia urbana muito superiores aos de seis freguesias rurais. Para a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, a maior do concelho, foram transferidos 390 mil euros, enquanto as freguesias rurais de Mouriscas, Aldeia do Mato e Souto, Carvalhal, Fontes, Martinchel e Rio de Moinhos receberam um total de 291 mil euros.
Na reunião de câmara de 31 de Março, a vereadora do PSD, Elza Vitório, votou contra os documentos de Prestação de Contas do Exercício 2016 (Município e SMAS), criticando também o “reduzido número de dias (2) para análise dos documentos”, com 2409 páginas no total. As contas foram aprovadas pela maioria socialista (vereadores João Gomes, Manuel Valamatos, Luís Dias e Celeste Simão). A presidente Maria do Céu Albuquerque (PS) não esteve na reunião.
Por seu lado, a vereadora da CDU, Ricardina Lourenço, absteve-se justificando o seu sentido de voto com despesas assumidas e realizadas pela câmara municipal que, no seu entender, “são da responsabilidade do poder central e não da autarquia”, ainda que “seja um benefício para a comunidade”.
Ricardina Lourenço deu exemplos a
O MIRANTE como a Loja do Cidadão, o Centro de Saúde e as obras realizadas no Tribunal de Abrantes para poder receber o juízo de família e menores. “O que a Câmara de Abrantes deve fazer é insistir junto do poder central para que seja feito e não assumir as despesas, porque assim o cidadão paga duas vezes”, uma para o Orçamento Geral do Estado e outra para orçamento municipal. Para a vereadora da CDU, essas verbas poderiam ser canalizadas para as freguesias rurais, que são “claramente penalizadas”.
Contrariando a posição da oposição, o vice-presidente João Gomes (PS) admitiu “um valor mais significativo para as zonas urbanas porque é onde temos maior intervenção e mais população”. Atribui o investimento na cidade ao “quadro comunitário” que não contempla as zonas rurais. “Os fundos estruturais foram para as cidades e foi para a cidade que tivemos de apresentar um grande projecto”.
João Gomes referia-se ao Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, requalificação do castelo e do jardim, reabilitação do Edifício Carneiro, Parque Lúdico Intergeracional no Bairro de Vale de Rãs e à instalação da Loja do Cidadão no centro histórico, entre outros.
O vice-presidente mencionou ainda os “contratos interadministrativos” que têm permitido “uma série de intervenções nas freguesias” tanto rurais como urbanas, garantindo que “é política do executivo investir tanto na cidade como nas freguesias rurais”.

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