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23/04/2017
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Agricultor lavrou tapadão da vala em Benfica do Ribatejo
Situação põe em causa a segurança do sistema de protecção dos terrenos
Edição de 05.04.2017 | Sociedade

Um agricultor resolveu lavrar o tapadão da vala de Alpiarça, na zona de Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim, onde já estava a fazer culturas agrícolas no terreno. O agricultor da freguesia, que já foi identificado, destruiu a vegetação que serve de protecção às terras do tapadão, que têm por missão proteger os terrenos agrícolas quando as águas sobem, evitando que estes fiquem inundados. A destruição da vegetação deixa o tapadão desprotegido e em caso de fortes chuvadas leva ao arrastamento das terras, podendo em caso de cheia provocar mesmo rombos no sistema de protecção.
O agricultor ocupou o espaço, onde já tinha fitas para rega e alfaces plantadas, além de ter colocado uma vedação a impedir o acesso a um espaço de protecção e que é do Estado. O suspeito lavrou o tapadão até mesmo à beira do leito da vala. A GNR foi alertada para a situação e para o local deslocou-se uma equipa de protecção da natureza e ambiente, que fez um levantamento da situação e identificou o autor. A equipa vai elaborar um relatório para os serviços do ambiente tomarem medidas.
O presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, também teve conhecimento do caso e, em declarações a O MIRANTE,
refere que vai mandar uma exposição para as entidades competentes pela área do ambiente. A situação ocorre no tapadão junto à ponte sobre a vala, que dá acesso aos campos agrícolas. O caso foi descoberto pelo ex-presidente da Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo, Alfredo Trindade, que num passeio no fim-de-semana se deparou com a situação, que classifica como um atentado.
O que já foi apurado em termos de investigação é que o espaço é da responsabilidade do Estado e que o agricultor interveio numa zona protegida, onde não é permitida a mobilização dos solos, a construção nem qualquer tipo de actividade agrícola, uma vez que estas põem em causa a segurança do tapadão. O suspeito pode incorrer em infracções ambientais graves, que implicam multas avultadas na ordem dos milhares de euros, segundo informação das autoridades.

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