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Autarquia de Alpiarça distinguiu gente ilustre da terra no dia do município
Os elementos do grupo de pesca desportiva d’ Os Águias receberam o prémio das mãos do vereador João Pedro Arraiolos

Autarquia de Alpiarça distinguiu gente ilustre da terra no dia do município

A Câmara de Alpiarça distinguiu gente ilustre e funcionários do município que este ano completaram dez e vinte anos de serviço. A cerimónia de entrega de medalhas contou com momentos musicais da Escola de Música da SFA 1º Dezembro.

Edição de 05.04.2017 | Sociedade

“Não levo só as cores de Portugal quando compito no estrangeiro, levo também o nome de Alpiarça, o que é um grande orgulho para mim. Fico muito feliz por ter contribuído para a história do desporto em Alpiarça”. As palavras são de Miguel Arraiolos, atleta de triatlo, actualmente ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, e o primeiro alpiarcense a participar numa competição dos Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro [Brasil].
O atleta, de 28 anos, foi distinguido pela Câmara de Alpiarça com a Medalha Municipal de Honra no dia do município, numa cerimónia que decorreu no auditório da biblioteca municipal da vila, na tarde de domingo, 2 de Abril.
Também foram distinguidas com a Medalha Municipal de Valor e Mérito outras personalidades que se destacam pelo seu trabalho ao longo da vida. A pianista Leonor Cadete, que viveu vários anos em Alpiarça, recordou, no momento em que foi distinguida, as suas memórias da vila ribatejana. Os seus pais conheceram-se em Alpiarça através da música. Toda a sua família tocava algum instrumento.
“Os meus pais conheceram-se em casa do médico João Maria da Costa que fazia muitos serões e tardes musicais. Ele abria as janelas do seu salão para que todos pudessem ouvir a música que lá se passava. E os passeios enchiam-se de gente que ficava a ouvir. Alpiarça é das melhores terras onde se sabe apreciar música. A música é uma companhia para todos os momentos da nossa vida; os bons e os menos bons”, referiu.
Manuel Perpétua Coutinho, mais conhecido por Manuel Miguel, é, aos 93 anos, o vespista mais idoso de Portugal. Não escondeu a emoção ao receber a distinção e, depois de partilhar algumas memórias da sua vida, confessou que nunca tinha pensado que “no fim de velho iria receber uma medalha”, arrancando gargalhadas e uma forte ovação dos presentes que enchiam o auditório Mário Feliciano.
Também Mário Paulino Favas agradeceu a distinção e recordou os cerca de 70 anos que o ligam à Sociedade Filarmónica Alpiarcense (SFA) 1º Dezembro, onde é músico desde essa altura. O também dirigente associativo recordou quando a PIDE [polícia política do regime de Salazar] levou três elementos da SFA. “Nessa altura, a Filarmónica tremeu, ficamos sem direcção e sem receitas, mas não morreu e ainda cá estamos. Após a madrugada do 25 de Abril a banda saiu à rua e tocou Zeca Afonso”, relembrou, terminando a sua intervenção com um poema que trazia na algibeira sobre a revolução de 1974.
O historiador José João Pais foi parco em palavras por estar visivelmente emocionado com a distinção de que foi alvo. Referiu apenas que os livros que escreve são uma forma de resgatar as memórias e um modo de prolongar a vida. A medalha, a título póstumo, a Mário Restani Romão, foi recebida pelo seu filho. Foram também distinguidos com medalhas de mérito Ricardo Hipólito, presidente da mesa da Assembleia de Freguesia de Alpiarça, Saul Freitas Jorge, um dos elementos da Comissão Administrativa de Alpiarça após a Revolução do 25 de Abril, e o grupo de pesca desportiva d’ Os Águias de Alpiarça, que não discursaram. A ginasta Joana Rodrigues não esteve presente porque participou numa prova que decorreu no Algarve.

Autarquia de Alpiarça distinguiu gente ilustre da terra no dia do município

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