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Plataforma de leilões e.UTIL da AIP visa reduzir peso da factura energética das PME

Leilões periódicos invertidos de acordo com necessidades e especificidades de cada empresa

Edição de 13.04.2017 | Economico

A AIP criou a plataforma e.UTIL, apresentada publicamente como a primeira aplicação digital de leilões para a negociação de compras agregadas de “utilities” destinada a PME. Durante a apresentação, que decorreu a 6 de Abril, na presença de representantes de uma centena de empresas de várias zonas do país, o presidente da AIP destacou os objectivos que presidiram à iniciativa.
“Seria indesculpável não tentar a concretização de um projecto que permita a redução do peso da factura energética nas PME, por via do aumento da capacidade negocial agregada nas empresas. É este o nosso objectivo e penso que vamos conseguir implementá-lo”, afirmou José Eduardo Carvalho.
“Vamos operacionalizar um instrumento de compras agregadas de utilities para PME, começando pela energia e estendendo depois a outras áreas, operação que visa inicialmente as empresas nas designadas regiões de convergência, e que depois será estendida às restantes zonas do país”, anunciou o dirigente.
Embora reconhecendo “a falta de cultura de cooperação existente na gestão em Portugal”, o presidente da AIP considera que o projecto se insere numa área nobre de intervenção na actividade das associações empresariais. “A competitividade via custo continua a ser extremamente importante nas actuais condições da economia portuguesa”, realçou. A e.UTIL conta com o apoio financeiro do Compete 2020 e irá realizar leilões invertidos periódicos, tendo em conta as necessidades, especificidades e perfil de consumo de cada PME.
Tanto o presidente do Compete 2010, Jaime Andrez, como o presidente da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos), Vítor Santos, elogiaram a iniciativa da AIP. Este último pormenorizou o alcance da mesma.
“O grande desafio, actualmente, já não é, apenas, a passagem da tarifa regulada para a tarifa de mercado liberalizado, mas antes criar condições para que a mudança ocorra dentro do mercado liberalizado. Há uma nova dimensão de actuação dos comercializadores, do regulador e de outras entidades no sentido de estimular a fluidez e a mudança e a capacidade de os consumidores, e também os industriais, no sentido de escolherem o comercializador que lhe oferece melhores condições. O segmento do mercado em que existe maior concorrência é nos grandes consumidores industriais. A concorrência é menor nas PME e nos pequenos negócios, pelo que é bem vindo este tipo de iniciativas”, afirmou o presidente da ERSE.

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