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Câmara de Santarém com saldo positivo de 6,3 milhões de euros em 2016

Contas foram aprovadas pela maioria PSD, tendo sido reconhecido o esforço feito na redução da dívida e criticado, pela oposição, o baixo investimento no ano passado.

Edição de 13.04.2017 | Sociedade

A Câmara de Santarém terminou o exercício de 2016 com um saldo de gerência positivo de 6,3 milhões de euros, segundo os números que constam do relatório e contas do município que foi aprovado na reunião do executivo de segunda-feira, 10 de Abril, com os votos favoráveis da maioria PSD.
Os quatro vereadores do PS abstiveram-se e o vereador da CDU votou contra. A oposição criticou, entre outros aspectos, o baixo investimento (apenas 1,5 milhões de euros em 2016), a falta de estratégia e a resposta deficiente da autarquia em áreas como a limpeza e higiene urbana e a conservação da rede viária.
No entanto todos reconheceram o esforço feito neste mandato no que toca à redução da dívida da autarquia, que continua a baixar e no final de 2016 estava nos 64,2 milhões de euros (menos 7,3 milhões que no final de 2015), quando há pouco mais de quatro anos batia nos 100 milhões. A execução orçamental também foi a melhor de sempre, como realçou o presidente Ricardo Gonçalves (PSD), com a execução das grandes opções do plano (GOP) a chegar aos 79%, a receita foi executada em 93% e a despesa em 83%.
Francisco Madeira Lopes (CDU) justificou o voto contra por considerar que a gestão social-democrata foi de “tempo perdido e futuro adiado”. “Porque há mais vida para além do deve e haver contabilístico, faltou capacidade de liderança e de realização de reformas”, declarou.
Também o socialista António Carmo afirmou que, no entender do PS, não houve “estratégia nem fio condutor” na gestão social-democrata e considerou que houve mérito da oposição na redução da dívida, num mandato sem maioria absoluta.
O presidente da câmara refutou as acusações de navegação à vista e referiu que a estratégia passou pela renegociação da dívida e pela consolidação orçamental que vão permitir agora um aproveitamento dos fundos europeus do Portugal 2020 para investimento.
“Hoje só fazemos o que podemos pagar”, realçou Ricardo Gonçalves, abrindo no entanto portas à contratação de um empréstimo para garantir a parte de financiamento do município em projectos comparticipados pela União Europeia. Entre as obras de maior vulto estão a requalificação do mercado municipal, há muitos anos projectada, e da Avenida Afonso Henriques, no centro da cidade.

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