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28/06/2017
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“Para se estar no associativismo é preciso coragem e uma boa dose de loucura”
António Monteiro é presidente da Assembleia-Geral da ABEIV – Associação de Bem Estar Infantil de Vialonga
Edição de 13.04.2017 | Três Dimensões

Tem 48 anos e nasceu em Vialonga, terra que diz amar e onde gosta de residir. Já fez vários mandatos em diferentes associações da sua terra. Diz que o associativismo é uma paixão que se cultiva com o tempo e que é preciso coragem para aceitar gerir uma instituição como a ABEIV, que emprega mais de 150 pessoas e serve milhares de utentes. Nos tempos livres gosta de estar com a família, correr e andar de bicicleta.

Em pequeno cheguei a pensar numa profissão ligada aos aviões. Não concretizei esse sonho. Os meus primeiros trocos foram ganhos na Central de Cervejas. Depois entrei nas oficinas da OGMA Indústria Aeronáutica em Alverca e estive lá até mudar para a minha empresa actual em Vialonga. Sou responsável de instalações e serviços gerais. Já lá estou há 25 anos. Nunca saí do concelho para trabalhar.
Nasci em Vialonga e aqui fui criado. Esta é a minha terra e enquanto poder escolher vou viver aqui. É uma terra que tem alguns defeitos mas também muitas virtudes e acredito que vai melhorar ainda mais no futuro.
A minha primeira experiência no associativismo aconteceu há 22 anos. Convidaram-me para a direcção do Grupo Desportivo de Vialonga e estive lá cerca de oito anos. De início foi difícil porque não fazia ideia do que era estar à frente de uma associação desportiva. Nunca deitei a toalha ao chão e acabei por gostar muito de lá estar. A partir daí ganhei o gosto pelo associativismo e estive noutras associações como o Núcleo Sportinguista de Vialonga do qual fui um dos fundadores.
É preciso ter coragem para estar nos Corpos Sociais de uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Coragem e um pouco de loucura. Para além dos utentes, a ABEIV – Associação de Bem Estar Infantil de Vialonga tem 150 trabalhadores. É uma responsabilidade muito grande. É preciso gostar muito do voluntariado.
Uma casa destas não pode ser gerida por um qualquer curioso. Tem que haver gente com conhecimentos. As pessoas da direcção dão o melhor de si e têm muito valor. Uma casa destas não anda sozinha, precisa de pessoas que a movam. Esta é a primeira vez que estou como presidente da assembleia, antes já tinha feito três mandatos como secretário da direcção. Entendo que é uma obrigação de todos nós, os que podemos, darem o seu contributo para a comunidade e as associações.
A última vez que fui ao cinema fui ver a nova versão do Tarzan. Foi no Verão do ano passado e fui com a minha mulher. A família é o meu grande apoio. Quando saio do trabalho e nos tempos livres gosto de estar com a família. Costumo acompanhar o meu filho no futebol mas também gosto de fazer desporto. Sabe-me bem jogar à bola com os amigos, dar uma corrida de vez em quando ou dar uma volta de bicicleta.
Estive em Amesterdão recentemente e gostei. No geral gosto da Europa Central mas onde adorei ir foi às ilhas portuguesas. Gosto muito de viajar e o meu sonho é dar a volta ao mundo sem limite de tempo.
Sou muito selectivo no que diz respeito a concertos. Só me interessam nomes grandes da música, como Pink Floyd ou U2. Mas tenho curiosidade de ir a um Rock in Rio, espero que seja num dos próximos anos.
Muitas pessoas querem que a ABEIV – Associação de Bem Estar Infantil de Vialonga faça um lar de idosos. Pessoalmente, penso que nos tempos que correm, é mais importante garantir a sustentabilidade da associação ABEIV. Há mais quem possa fazer o lar, como o Estado, que tem essa obrigação.
A ABEIV tem mais de dois mil sócios mas nas assembleias gerais aparecem poucos. Muitos ainda não se preocupam muito com o destino da Associação. Este casa é tida como importante sobretudo enquanto prestadora de serviços. Eu gostava que houvesse um maior envolvimento dos sócios.

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