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Maus cheiros continuam a motivar queixas em Alcanena

Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena também está preocupada, procurando descobrir a origem da poluição.

Edição de 26.04.2017 | Sociedade

Os maus cheiros continuam a incomodar em Alcanena. Uma situação que se arrasta há já demasiado tempo no entender da deputada municipal Suzel Frazão (CDU). “A pessoa abre a janela e tem de a fechar”, disse na assembleia municipal de 19 de Abril, acreditando que se a câmara fosse mais insistente perante a AUSTRA (Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena), entidade que gere a ETAR de Alcanena, “talvez isto não se verificasse”.
O vereador que representa a Câmara de Alcanena na AUSTRA, Hugo Santarém, refere que o alerta já foi dado quanto aos maus cheiros e que a própria associação está preocupada com a situação, estando-se a analisar a sua origem. “Até agora o que conseguimos apurar é que da parte da ETAR não será. Poderá advir de outra entidade industrial”, afirma.
Já o presidente da assembleia municipal, Silvestre Pereira (PS), afirma que este será um caso de fiscalização. “Uma ou duas maçãs podres podem pôr em causa uma cesta boa. Tem que haver vigilância para descobrir quem prevarica. A comunidade tem que assumir que isto é um crime”, defende.
Recorde-se que em Outubro de 2010, a questão já estava na ordem do dia, levando o “Grupo de Cidadãos – Chega de Maus Cheiros em Alcanena”, um grupo criado na rede social Facebook que partilhava o seu desagrado pelos maus cheiros na vila, a interromper uma sessão de esclarecimentos da AUSTRA para ouvirem o que o presidente da associação, Fernando Fernandes tinha a dizer.
Na altura, o presidente referiu que estavam lançadas algumas obras em concurso público que podiam vir a ser parte da solução na estação de lamas e que estavam em causa 60 mil m3 de lamas não estabilizadas que geravam cheiros e libertavam gás, tendo sido construído à volta um sistema de recolha e queima de gás que nunca funcionou.
A AUSTRA foi constituída em 1992 com o objectivo de efectuar a gestão do “Sistema de Alcanena” composto por ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), Aterro de Lamas, Aterro de Resíduos Sólidos Industriais da Indústria de Curtumes e SIRECRO (Sistema de Recuperação de Crómio). Tem como responsabilidade efectuar o controlo das emissões de efluentes das empresas, participando também na definição da estratégia ambiental do sector.

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