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Centro Materno-Infantil do Couço vive com dificuldades e diz que corre risco de fechar
José Costa é o actual presidente da instituição

Centro Materno-Infantil do Couço vive com dificuldades e diz que corre risco de fechar

Câmara de Coruche assumiu apoio urgente à instituição que tem 55 crianças a frequentar os seus serviços.

Edição de 18.05.2017 | Sociedade

A única creche da freguesia do Couço, concelho de Coruche, encontra-se em risco de fechar portas. Uma situação que o presidente do Centro Materno-Infantil do Couço, José Costa, considera muito provável se não tiver apoio urgente.
“A situação que a creche vive neste momento é extremamente difícil”, conta o responsável dizendo que já pediu ajuda à Câmara de Coruche e à Junta de Freguesia do Couço, nomeadamente com materiais de construção, para a manutenção do edifício e de uma carrinha para o transporte de crianças que foi adquirida há dez anos, em segunda mão, e tem tido vários problemas mecânicos que têm originado “bastantes gastos”.
José Costa conta que o presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira (PS), já se deslocou ao local e, na altura, aconselhou que não se gastasse tanta electricidade e tanta água “mas não temos condições para comprar tantas lâmpadas LED e substituí-las pelas convencionais nem para deixar de usar a água porque temos de preparar refeições para as crianças e os bebés”.
O presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, durante a última reunião camarária, prometeu avançar com diligências de modo a que, o mais rapidamente possível, seja dado um subsídio para ajudar nas despesas da instituição. Entretanto, cedeu uma carrinha do município enquanto a do centro se encontra na oficina.
Outro conselho dado por Francisco Oliveira foi que reestruturassem o centro e que aumentassem as mensalidades dos utentes mas o problema é que “se isso acontecesse muitos pais teriam de tirar as crianças de lá por isso não é assim tão fácil”. Em relação aos funcionários, o presidente do Centro Materno-Infantil do Couço admite que não é possível mandá-los embora porque, para além de alguns terem cerca de 30 anos de casa, foi a própria Segurança Social que exigiu aquele número de educadoras e auxiliares.
“O ano passado recebemos um subsídio de cerca de quatro mil euros dado pela Câmara de Coruche e cerca de oito mil euros da Segurança Social” (valor anual) mas, ainda assim, José Costa afirma ser um valor reduzido para fazer face a todas as despesas que a creche enfrenta.
O Centro Materno-Infantil do Couço tem actualmente 30 crianças de creche e 25 de ATL, das quais 10 bebés até um ano, 12 dos um aos dois anos, 8 dos dois aos três anos e 25 dos três aos seis anos, e 12 funcionários (2 educadoras de infâncias e 10 auxiliares). Esta Instituição Particular de Solidariedade Social com cerca de 30 anos, para além de creche tem mais cinco salas para as crianças dos 2 aos 6 anos, uma cozinha na qual fornece pequenos-almoços, almoços e lanches às crianças e tem também ATL, recebendo as crianças depois da sua saída do centro escolar até às 19h00.

Centro Materno-Infantil do Couço vive com dificuldades e diz que corre risco de fechar

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