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20/08/2017
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Plano de valorização turística quer fazer de Benavente um ponto de estadia

Plano de valorização turística quer fazer de Benavente um ponto de estadia

Estratégia defende aposta em factores diferenciadores e de grande potencial, como a gastronomia, o cavalo e o toiro, o Tejo ou o montado.

Edição de 25.05.2017 | Economia

O Plano Estratégico de Valorização e Comunicação Turística do município de Benavente, elaborado pela equipa da Tourism and Hospitality Consulting em parceria com a Região de Turismo do Alentejo e Ribatejo, aponta uma série de directrizes para que Benavente deixe de ser “um ponto de passagem e passe a ser um ponto de estadia”.
O plano foi apresentado no dia 16 de Maio pelo professor universitário Fernando Completo. Foram realçados os elementos diferenciadores do município: o arroz carolino e o vinho, a proximidade ao Tejo, os roteiros pedestres, o cavalo e o toiro, o montado no geral, o golfe, a caça e a arte, história e tradição do concelho, com destaque para a tauromaquia. A aposta em iniciativas, festivais e actividades que dinamizem estes elementos tornou-se a base do documento, que foi pensado num alcance de dez anos.
O 1º Festival do Arroz Carolino, que decorreu no fim-de-semana de 19 a 21 de Maio em Samora Correia, foi o ponto de partida e levou milhares de pessoas a conhecer o concelho. Esse produto é precisamente um dos elementos mais importantes do plano estratégico e Fernando Completo afirmou mesmo que “também se devia chamar arroz de Benavente e a marca estar associada a todo o conceito, sempre numa lógica de que o arroz carolino será seguramente o embaixador de Benavente em todo o mundo”.
O turismo equestre também mereceu destaque no plano, que defende o investimento em rotas e espaços desportivos, de recreio e de lazer, e ainda em escolas e centros hípicos. Além do arroz e dos cavalos, o plano também contempla a dinamização dos Caminhos de Santiago a sul do rio Tejo, a aposta na valorização do golfe enquanto desporto de destaque no concelho e na maior valorização do património histórico, natural e edificado.
A diferenciação da oferta hoteleira também terá de ser uma prioridade: “Para atrairmos novos públicos, temos de ter uma oferta de hotelaria diferente, muito mais voltada para a animação, numa lógica desportiva, um princípio de captação de nichos de mercado. Isso é fundamental e só é possível se ao nível do universo hoteleiro repensarmos aquilo que são as novas propostas de alojamento, do macro para o micro, que vão desde o alojamento de cinco estrelas até uma qualificada oferta de campismo e aluguer, etc... É importante diversificar para conseguir captar também o mercado internacional”, aconselhou Fernando Completo.

Proximidade a Lisboa é uma vantagem

Quanto à questão da proximidade a Lisboa, Fernando Completo defendeu que é uma vantagem e não uma desvantagem: “A médio prazo, se calhar até a curto, estamos convencidos de que a tendência vai mudar em Lisboa: ao contrário do que acontece agora, em que recebe demasiado e anula as margens, a tendência vai mudar e Lisboa vai começar a dizer “vão para fora e depois venham cá visitar-nos”. A curto prazo, devido à carga tão elevada de procura que Lisboa está a ter, as entidades que tutelam o turismo vão começar a dizer: “olhem, vão para Évora, para Santarém, para Benavente. Desde que haja oferta, vão!”.

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