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26/06/2017
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Explosão de carro que causou um morto em Alverca está a ser investigada
Autoridades estão ainda a investigar o que terá causado a explosão de uma carrinha na manhã de sexta-feira mas está descartada a possibilidade de acidente. Um homem morreu carbonizado.
Edição de 25.05.2017 | Sociedade

A violenta explosão de uma carrinha de mercadorias que na manhã de sexta-feira, 14 de Maio, lançou o pânico no centro de Alverca não terá sido resultado de um acidente mas sim de uma explosão calculada, admitem fontes da Polícia Judiciária a O MIRANTE.
O caso está ainda a ser investigado mas as autoridades desconfiam que se poderá ter tratado de suicídio do condutor, cuja identidade é por enquanto desconhecida por ter ficado totalmente carbonizado. Aguardam-se ainda as perícias da medicina legal para determinar a sua identidade. A suspeita é de que o fogo terá começado no interior da viatura e alastrado ao compartimento do motor, que viria a explodir.
Segundo as mesmas fontes policiais, a carrinha ardeu da frente para a traseira e não sofreu qualquer acidente. A viatura foi parada em cima do passeio num largo próximo de um cartório e de um cabeleireiro - em frente ao Jardim Álvaro Vidal, perto do cruzamento da Avenida Infante Dom Pedro -, pouco antes das 8h00, tendo estado vários minutos com os quatro piscas ligados. As autoridades estão ainda a tentar apurar por que motivo a situação aconteceu precisamente na hora de ponta em que muitos moradores se deslocam para o trabalho.
O alerta para os bombeiros foi dado pelas 8h06 e a resposta praticamente imediata dada a proximidade do quartel. A vítima carbonizada foi encontrada já sem vida dentro do carro.
“Vi um clarão dentro do carro mas não liguei. A seguir assustei-me com a explosão e quando voltei já havia chamas por todo o lado. Numa questão de minutos os bombeiros chegaram logo”, conta Fernando Dias, morador na Rua José Antunes. Muitos moradores só deram pela situação depois da explosão. “Foi um estrondo enorme e muito fumo, ficámos com medo que fosse outra coisa qualquer”, explica Graciete Mendes, residente na zona.
Testemunhos ouvidos no local também descartam a possibilidade de despiste do carro porque a berma com a Nacional 10 é elevada e só com muita velocidade seria possível subir para aquele local. “Para mim o homem sabia o que estava a fazer e pensou bem isto. Escolheu o canto de um prédio para fazer tudo calmamente e ao mesmo tempo estar numa zona muito visível e perto dos bombeiros para evitar que as coisas tivessem outra consequência além da sua morte. Foi um momento triste na cidade”, lamenta outro morador, Rui Almeida.

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