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26/06/2017
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Idosa internada esteve quase um mês à espera para ser operada no Hospital de Santarém
Blanca Figueiredo foi preparada para a cirurgia duas vezes, tendo sido operada no final da semana passada.
Edição de 25.05.2017 | Sociedade

Blanca Mosquera Figueiredo, de 87 anos, esteve quase um mês à espera para ser operada no Hospital Distrital de Santarém, tendo sido operada depois da cirurgia ter sido adiada duas vezes. A idosa deu entrada nas urgências da unidade hospitalar no dia 26 de Abril após ter sofrido uma queda em que fracturou, segundo familiares, a anca direita e o braço direito. Desde essa altura que se encontra internada, na unidade de ortopedia, estando agora, segundo a administração do hospital, em convalescença, a recuperar da cirurgia.
Os familiares criticam o facto da cirurgia ter sido marcada e desmarcada por mais de uma vez. “Sempre que pedíamos justificações diziam-nos que a operação não acontecia ou porque não tinham médicos ou porque não tinham anestesistas. Descobrimos, sem que nos tivesse sido comunicado, que a minha avó já tinha sido preparada para ser operada três vezes, o que implica estar várias horas em jejum e a necessidade de deixar de tomar os medicamentos que toma diariamente para a demência, o que a prejudica bastante”, refere a O MIRANTE Tânia Barros, neta da doente.
Tânia Barros afirma que o facto da sua avó estar imobilizada há tanto tempo vai começar a criar outro tipo de problemas, nomeadamente escaras no corpo. “Nós estamos preparados para os problemas do pós-operatório mas o que nos choca é os médicos verem que a minha avó precisava de cirurgia e não fazerem nada. De cada vez que teve que ser preparada para a operação foi sempre muito complicado porque ficava agitada e era um sofrimento grande para ela”, críticou Tânia Barros, na véspera da operação da avó.
A família de Blanca Figueiredo queixou-se no livro de reclamações do Hospital de Santarém. O MIRANTE contactou o conselho de administração do Hospital Distrital de Santarém que explicou que por “razões clínicas próprias da acidentada” não podia ser intervencionada de imediato, “devendo aguardar alguns dias para reunir as condições clínicas necessárias, como aconteceu”, refere o presidente do conselho de administração, José Josué.
O administrador refere que a cirurgia de Blanca Figueiredo foi agenda para 9 de Maio. “Nesse dia, a cirurgia anterior à da D. Blanca veio a revelar-se especialmente complicada e demorada, tendo esgotado o tempo operatório previsto pelo que foi reagendada para 11 de Maio. Nesse dia houve uma greve de médicos que condicionou a actividade hospitalar, incluindo o bloco operatório, tendo a cirurgia sido novamente reagendada. A cirurgia ocorreu no final da semana passada”, justificou. E acrescentou que as especialidades cirúrgicas não têm todas acesso todos os dias às salas operatórias. Cada especialidade tem os seus tempos operatórios semanais.

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