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Queixas dos grupos de teatro profissional de Vila Franca de Xira são “injustas”

Queixas dos grupos de teatro profissional de Vila Franca de Xira são “injustas”

Presidente do município não esconde o incómodo pela forma como os grupos de teatro profissional se pronunciaram sobre o assunto e fala na necessidade de serem criados critérios “claros e inequívocos” para atribuição de apoios no futuro.

Edição de 25.05.2017 | Sociedade

Pelo terceiro ano consecutivo a atribuição de apoios às companhias profissionais de teatro do concelho de Vila Franca de Xira continua a dar polémica e agora é a vez do presidente da câmara, Alberto Mesquita, vir dizer que as recentes críticas feitas pelos grupos profissionais “não são justas” para a câmara, sobretudo depois de todo o trabalho e empenho que tem sido colocado pelo município no apoio àquelas estruturas culturais.
Recentemente, recorde-se, as duas companhias profissionais de teatro do concelho, Cegada e a Inestética, criticaram a redução nos financiamentos e suspenderam a programação que estava prevista para este ano. “Não é justo algumas situações e posições públicas que têm vindo a acontecer. Não é justo para todos nós. Temos que encontrar critérios claros e inequívocos que sejam confortáveis para todos e que permitam, no futuro, especificar o que é teatro amador e teatro profissional. Esta é a questão de fundo em que todos nós e os agentes culturais têm de trabalhar”, criticou o autarca na última reunião pública do executivo.
Na origem do diferendo está o facto da câmara ter apoiado financeiramente este ano, ao abrigo do Programa de Apoio ao Movimento Associativo (PAMA), todos os grupos de teatro por igual e em função da actividade realizada, não discriminando profissional de amador. A câmara garante que este ano “há muito mais dinheiro colocado no teatro” do que no ano passado e que tanto o Cegada como o Inestética, na soma dos diferentes protocolos de apoio assinados com a câmara ao longo do ano, “viram as suas verbas aumentar residualmente” em relação ao ano passado.
“Não só aumentámos os valores como nenhum grupo viu reduzido o seu valor da câmara”, afiançou Fernando Paulo Ferreira, vereador com o pelouro da cultura, na última reunião pública do executivo. “Os grupos que mais recebiam, este ano, na soma dos diferentes protocolos, recebem mais. Eles precisam de perceber é que é preciso adaptar a forma como se candidatam e como trabalham administrativamente os processos com a câmara. Têm todas as condições para verem aumentados os seus valores se eles se candidatarem aos programas de apoio municipais, coisa que não aconteceu o ano passado”, lamenta. E dá o exemplo do programa de apoio à criação cultural. “Tínhamos 60 mil euros à disposição e só houve candidaturas para 30 mil euros. Há aqui margem para esses grupos poderem aproveitar”, explica o responsável.
O presidente da câmara, Alberto Mesquita, continua a eleger o investimento na cultura como importante e vê com satisfação o elevado volume teatral que acontece no concelho. “Houve uma reunião há alguns dias com todos os grupos e penso que pode ter aberto algumas perspectivas para se encontrar critérios. Disponibilizar meios financeiros sem critérios é não ter uma atitude séria na gestão dos dinheiros públicos”, conclui.

Queixas dos grupos de teatro profissional de Vila Franca de Xira são “injustas”

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