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26/06/2017
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Sector da cortiça exportou quase mil milhões de euros
Importância dessa fileira destacada na inauguração de mais uma edição da FICOR (Feira Internacional da Cortiça), em Coruche. Ministro da Agricultura anunciou financiamento para florestação de azinheiras, sobreiros e carvalhos.
Edição de 01.06.2017 | Economia

O sector da cortiça, que representa mais de 900 empresas e oito mil empregos directos, exportou em 2016 quase mil milhões de euros, dando um contributo muito importante para o acréscimo das exportações nacionais. Os dados foram divulgados pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, durante a inauguração da nona edição da FICOR (Feira Internacional da Cortiça) na tarde da quinta-feira, 25 de Maio.
Um sector que o presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, diz ter grande importância económica, social e ambiental para o concelho, para a região e para o país. O autarca destacou ainda o facto da FICOR deste ano ter sido associada ao Ano Internacional do Turismo Sustentável e chamou a atenção para o montado como “ecossistema único” que necessita, cada vez mais, de ser acompanhado por parte do poder político e também para a importância do sector da cortiça que tem no sobreiro “um compromisso para o futuro”.
O ministro da Agricultura afirmou que o Governo quer repor numa década os 150 mil hectares de floresta que o país perdeu nos últimos 15 anos, destacando querer continuar a política seguida durante a sua anterior passagem pela pasta, “único período em que o montado de sobro aumentou”. E anunciou: “Iremos nos próximos dias abrir três concursos para financiar a florestação de azinheiras, sobreiros e carvalhos no montante de nove milhões de euros para cada uma delas”.
Em relação à cortiça, diz que o objectivo é “continuar a manter a hegemonia de Portugal, que é primeiro produtor e primeiro exportador mundial deste produto único” e que permite acrescentar, por exemplo, ao vinho uma imagem de qualidade que nenhum produto sintético consegue igualar”.
Sobre a reforma da floresta, Capoulas Santos disse que o Governo está a fazer “o que há muitas décadas anda a ser adiado”, neste caso, a “responder aos problemas estruturais”, na origem do aumento dos incêndios e de um “deficiente aproveitamento económico”.
Dos dez diplomas preparados pelo Governo nesta matéria, cinco foram já promulgados pelo Presidente da República e os restantes cinco encontram-se na Assembleia da República. “O que pretendemos é ter uma floresta melhor, mais bem gerida, geradora de riqueza e de emprego e menos susceptível aos incêndios florestais. Para isso, é preciso trabalhar em várias frentes ao mesmo tempo, desde logo no ordenamento florestal”, disse.

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