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Agentes da saúde têm que trabalhar em rede para que turismo nessa área possa crescer
Ceia da Silva e Paula Silva foram os oradores de um dos painéis da conferência “Turismo em saúde”

Agentes da saúde têm que trabalhar em rede para que turismo nessa área possa crescer

Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo participou em conferência sobre Turismo de Saúde em Santarém

Edição de 07.06.2017 | Economia

“Para apostarmos no turismo de saúde todos os operadores da saúde têm que trabalhar em rede, em conjunto e de forma estruturada. Temos que pesquisar e perceber o que o mercado quer e temos que fazer a diferenciação do produto. A diferenciação é o que nos distingue dos outros e isso é o mais importante para vingarmos num mundo tão competitivo como o do turismo. Além disso, temos que transformar os nossos recursos em produtos. Isto vale para todas as áreas ligadas ao turismo”.
A opinião é do presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR), António Ceia da Silva, que foi um dos oradores de um dos painéis da conferência “Turismo em Saúde” que decorreu na sexta-feira, 2 de Junho, no auditório da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Santarém.
Ceia da Silva sublinhou que a identidade de qualquer região, e de qualquer área do turismo, neste caso do turismo de saúde, é decisivo para o sucesso. “Temos que nos focar nos produtos e naquilo em que somos melhores. Por exemplo, os turistas que vêm ao Ribatejo não vêm à procura do que existe em Nova Iorque ou Londres. Vêm sim à procura da identidade deste território e é isso que temos que lhes dar”, referiu.
A outra oradora deste painel, actual administradora do cluster da CUF Descobertas, Paula Silva, considera que o turismo de saúde em Portugal ainda é um nicho pequeno de mercado sobretudo porque não temos preços competitivos. “Não somos competitivos porque somos mais caros que o resto da Europa e isso é determinante. Os preços nos restantes países da Europa são mais baixos e as pessoas procuram preços mais acessíveis. Somos, no entanto, competitivos no mercado dos Estados Unidos da América onde a maioria das pessoas não está coberta por um sistema de saúde e os preços para tratamentos médicos são absurdos e eles têm que procurar no estrangeiro”, explicou.
Paula Silva refere que, apesar de sermos muito bons ao nível da saúde e dos cuidados médicos, Portugal ainda não tem reputação internacional suficiente para que as pessoas nos procurem para se tratarem. “É tudo uma questão de marketing do país. Estamos a melhorar mas essa divulgação ainda não chegou à área da saúde”, disse.
Ceia da Silva referiu que a Índia e o Paquistão, apesar de serem tão pobres, são os dois países que melhor trabalham o turismo de saúde em cirurgia em relação a todo o mundo. E que a Polónia tem um nível de excelência ao nível do turismo de saúde na área da estomatologia para o mercado alemão. “Temos que nos especializar nesta área e divulgar o que melhor fazemos para que os turistas se interessem cada vez mais pelo nosso país”, afirmou.

Agentes da saúde têm que trabalhar em rede para que turismo nessa área possa crescer

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