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Vila Franca de Xira vai pagar um milhão de euros em juros na compra dos terrenos da Armada
Alberto Mesquita

Vila Franca de Xira vai pagar um milhão de euros em juros na compra dos terrenos da Armada

Proposta de adjudicação de empréstimo foi aprovada em assembleia municipal

Edição de 07.06.2017 | Sociedade

Município vai pagar o empréstimo de 8 milhões e 179 mil euros em vinte anos com dois anos de carência. Executivo diz que a operação de financiamento só é possível graças à boa saúde das contas. Munícipes vão poder apresentar sugestões e propostas para o espaço em consulta pública.

Com a operação de compra das antigas instalações da Armada por parte da Câmara de Vila Franca de Xira a banca vai encaixar um milhão de euros em juros decorrentes do empréstimo de 8 milhões e 179 mil euros que o município precisa para a operação.
A adjudicação do contrato de financiamento ao BPI (seis milhões) e ao Santander Totta (2 milhões e 179 mil euros) foi aprovado em assembleia municipal extraordinária com os votos contra da CDU e os votos favoráveis das restantes bancadas - Bloco de Esquerda, Partido Socialista, Coligação Novo Rumo (liderada pelo PSD) e CDS-PP. Esta deliberação permitirá que o processo de compra siga agora para o Tribunal de Contas para obter visto.
O preço inicial pedido pelos terrenos da Armada rondava os 24 milhões de euros mas foi descendo ao longo dos anos até à decisão de compra final. A câmara vai pagar o empréstimo aos bancos em 20 anos e beneficiará de um período de carência de dois anos. António Félix (PS), vereador do executivo com o pelouro da área financeira, voltou a garantir que a taxa de juro negociada foi “bastante atractiva” e só possível graças à boa saúde financeira da câmara.
Inserida no contrato de compra do terreno está também uma cláusula, imposta pela câmara, que prevê um congelamento do valor patrimonial futuro do espaço, independentemente das utilizações de construção ou alteração ao Plano Director Municipal que ali venham a ser realizados.
A CDU manteve a sua posição contra a aquisição do imóvel, com o eleito João Milheiro a voltar a acusar a câmara de eleitoralismo e de não apresentar uma avaliação do valor do imóvel. O presidente do executivo, Alberto Mesquita (PS), voltou a garantir que a compra dos terrenos da Armada é uma mais-valia para o concelho e será o pólo de desenvolvimento futuro da cidade de Vila Franca de Xira. “Comprámos os terrenos da Marinha quando foi possível. Não vamos deixar de trabalhar só porque são as eleições em breve. Coincidir com o ano de eleições é mera coincidência, isso posso assegurar-lhe”, criticou.
Alberto Mesquita notou também que, após a aquisição do espaço, será promovida uma consulta pública junto da população para recolher ideias e propostas sobre possíveis utilizações futuras para o espaço. Para já uma certeza é de que as obras do Tribunal do Comércio são mesmo para avançar, como o Ministério da Justiça já tinha garantido recentemente.
Adão Conde, da Coligação Novo Rumo, liderada pelo PSD, defendeu que a câmara seja mais reivindicativa no futuro protocolo a celebrar com o Ministério da Justiça e que não deixe de pugnar pela vinda para a cidade de novos serviços judiciais, como os julgados de paz ou o tribunal arbitral.

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