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Escuteiros e pároco de Alcanena de costas voltadas
POLÉMICA. Escuteiros de Alcanena cancelaram actividades com crianças e jovens devido a desavenças com pároco local

Escuteiros e pároco de Alcanena de costas voltadas

Agrupamento suspendeu actividades com crianças e jovens e pediu ao bispo de Santarém a mudança de assistente. O padre Carlos Casqueiro afirma não ter nenhum problema com os escuteiros.

Edição de 14.06.2017 | Sociedade

O Agrupamento de Escuteiros de Alcanena cancelou todas as actividades com crianças e jovens. Em causa está a má relação com o padre Carlos Casqueiro, da paróquia de Alcanena, assistente do agrupamento. A situação arrasta-se há três anos e tem-se agudizado nos últimos tempos.
Mário Costa, chefe dos caminheiros, refere que o padre tem vindo a mostrar cada vez mais uma relação de “arrogância, egocentrismo e falta de educação” para com o Agrupamento. Falta de respeito e perseguição aos dirigentes e até mesmo pressão sobre os escuteiros são acusações que o Agrupamento faz ao sacerdote que consideram ter atropelado os estatutos e regulamentos do CNE (Corpo Nacional de Escutas), ligado à Igreja Católica.
“Estamos à espera que o bispo de Santarém faça alguma coisa há já quatro meses”, admite Mário Costa, referindo que o que se pretende é apenas que seja mudado o assistente espiritual do Agrupamento e não o afastamento do sacerdote da paróquia. O chefe dos caminheiros conta que os dirigentes sentem-se maltratados, pois já foram apelidados pelo sacerdote como “irresponsáveis e incompetentes” durante uma eucaristia perante toda a comunidade.
Foi o adiamento da data da celebração das comemorações do 30.º aniversário dos escuteiros de Alcanena, em Dezembro de 2016, devido às incompatibilidades com o pároco e assistente do Agrupamento que fez despoletar esta decisão.“Foi a gota de água”, afirma Mário Costa.
Ainda em Dezembro, os dirigentes enviaram uma carta para a Junta Regional de Santarém do Corpo Nacional de Escutas, que, por sua vez, a fez chegar ao bispo de Santarém, onde para além de relatarem os motivos que levaram a incompatibilizar-se com o pároco, mencionavam que, desde essa data, não viam o mesmo como seu assistente e onde solicitavam uma solução para o problema. Depois reuniram-se em audiência privada com o bispo D.Manuel Pelino, em que este ouviu os seus argumentos e pronunciou-se que iria responder em breve. Mas, segundo o chefe dos caminheiros, “até à data nem resposta deu ao Agrupamento nem tomou nenhuma providência”.
Contactado por O MIRANTE, o bispo de Santarém, D. Manuel Pelino Rodrigues, refere que a situação “não está esquecida” e está em averiguação e reflexão. Adianta ainda que este assunto será resolvido da melhor forma dentro dos prazos previstos. Já o padre Carlos Casqueiro apenas afirmou que não existe nenhum problema com o Agrupamento de Escuteiros de Alcanena e que, por isso, “não tem nada a dizer”.

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