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“Mais do que um projecto desportivo o ‘Soccer Scalabis’ é um projecto social”
A trabalhar em fiscalidade e no desporto depois de muitas hesitações sobre o futuro
Edição de 14.06.2017 | Três Dimensões

Francisco Ribeiro, 44 anos, consultor de fiscalidade, divide os seus dias entre Lisboa e Santarém, onde é proprietário do Futecampos, um espaço desportivo para praticar Futebol Indoor e outras actividades de lazer, situado na Zona Industrial de Santarém. Nasceu em Almeirim e estudou em Santarém na Escola Ginestal Machado onde teve como directora de turma Natércia Maia, viúva de Salgueiro Maia, que diz ser uma excelente professora. Lamenta que tanto ele como os colegas nunca tenham tido coragem para lhe fazerem perguntas sobre o 25 de Abril.

Nasci ainda no antigo hospital de Almeirim e estudei em Almeirim até ao 9º ano. Só fui para Santarém no 10º ano para a Escola Secundaria Ginestal Machado para tirar um curso técnico profissional de contabilidade e gestão. Os três anos desse curso foram talvez os mais exigentes da minha vida. Mais do que os da minha licenciatura.

A mulher do capitão Salgueiro Maia, Natércia Maia, foi minha directora de turma mas nunca falámos do 25 de Abril. Acho que isso acontece porque nunca tivemos coragem de lhe perguntar nada. Ela era muito exigente e muito boa professora.

Assim que acabei o curso profissional comecei a trabalhar numa empresa de distribuição de bebidas e produtos alimentares em Almeirim. Entrei no ISLA nesse mesmo ano para tirar a licenciatura ao mesmo tempo que trabalhava. Posso dizer que levei 6 anos para a concluir porque não era fácil conciliar o trabalho com os estudos.

Já licenciado e com 23 anos fiz um estágio de três meses no antigo Banco Espírito Santo (hoje Novo Banco). Fazíamos tudo e mais alguma coisa durante as férias dos outros mas quando chegou ao fim do estágio mandaram-me embora. Fiquei desiludido.

Depois do banco estive nos seguros seis meses mas acabei por sair. Fui para a área financeira na Finantejo (Sociedade de Desenvolvimento Regional do Ribatejo). O que fazíamos era apoiar as empresas na área dos projectos para financiamento comunitário. Hoje sou consultor de fiscalidade. Trabalho directamente com uma administradora de insolvência que é a Paula Mata Mouros Rezende.

Tirei uma pós graduação em gestão de Sociedades Anónimas Desportivas na Universidade Independente. Na altura a faculdade tinha um protocolo com a Escola Johan Cruijff e com o Barcelona.

Estive sempre ligado ao desporto mas nunca fui nenhuma estrela. Comecei pela ginástica. Depois fui para o atletismo e por fim passei pelo futebol e pelo o hóquei em patins. Não era bom nem numa coisa nem noutra. Fui jogador do União de Almeirim até aos juniores. Fui um dos pupilos do Mister Fininho.

Fundei o Soccer Scalabis e a nossa ambição é crescer como clube e em número de atletas. Confesso que em Santarém os dirigentes associativos têm feito milagres apesar da escassez de infra-estruturas e de dinheiro. Só de há três anos para cá é que a câmara começou a dar subsídios às colectividades.

Sempre pensei ter uma escolinha de futebol. Inicialmente apresentámos o projecto para fazer um escola academia ligada ao Sporting mas os projectos não foram aprovados. Nessa altura decidimos fundar o Soccer Scalabis. Em 2003 começamos a ganhar alguns torneios, ganhámos a Liga Zon Kids em Abrantes, fomos a um torneio e jogámos no Estádio do Dragão. Neste momento estamos a treinar no campo da Ribeira de Santarém.

Mais do que um projecto desportivo o Soccer Scalabis é um projecto social. Temos uma equipa de sub8 só com meninos de Alfange. Fizemos um evento na Ribeira de Santarém para os idosos. Queremos que qualquer menino não deixe de praticar desporto pelo facto de os pais não terem possibilidades financeiras. Temos também meninos do lar dos rapazes de Santarém.

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