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Azambuja debateu desenvolvimento económico

Azambuja debateu desenvolvimento económico

Limitações e potencialidades do concelho discutidos no encontro “Jornadas do Investimento: Oportunidade Azambuja”.

Edição de 22.06.2017 | Economia

As condicionantes ao desenvolvimento económico da Azambuja e as vantagens que lhe permitirão expandir-se foram discutidas numa conferência que juntou autarcas e empreendedores, professores e empresários no auditório do Centro Social e Paroquial da Azambuja, no dia 14 de Junho. O financiamento ao investimento foi um dos tópicos centrais da discussão dividida em dois painéis e foram vários os contactos trocados entre empresários e investidores durante a conferência.
Um dos exemplos de como o apoio financeiro, principalmente da parte do Governo, da União Europeia e da Câmara Municipal da Azambuja podem ser determinantes para a fixação de empresas no concelho é o da Biosurfit. A empresa da área dos materiais para análises clínicas e biotecnologia foi fundada por João Fonseca Garcia, natural da Azambuja, e até agora tem tido a fábrica em Lisboa, mas graças aos apoios estatais, europeus e municipais vai ser construída uma ainda maior no Bairro da Ónia, na Azambuja.
“Não há desenvolvimento sem investimento e não há investimento sem financiamento”, defendeu por seu lado Francisco João Silva, presidente da Caixa Agrícola da Azambuja, naquela que foi uma das principais conclusões do encontro “Jornadas do Investimento: Oportunidade Azambuja” que reuniu perto de 150 pessoas no auditório do Centro Social e Paroquial da Azambuja, incluindo o presidente do município, Luís de Sousa, outros membros da câmara e vários oradores e convidados que discutiram as potencialidades de investimento e desenvolvimento de Azambuja para que esta seja vista “como um concelho com história que vive bem o presente e prepara o futuro”, defendeu Luís de Sousa.
Ao longo do encontro também foi defendida a necessidade de fundar negócios que se enquadrem no tecido local e cooperem, ao invés de competirem, com os outros já existentes para não se minarem mutuamente. E quem está disposto a apoiar esses negócios é a Caixa Agrícola. Francisco João Silva aproveitou a sua intervenção para reforçar a máxima de que o banco “não é hoje um banco apenas para a agricultura e os agricultores, é um banco global, com todos os instrumentos necessários para apoiar os outros sectores e indústrias”, que está disposto a apoiar quem apresente negócios que dinamizem e desenvolvam o concelho. Apontou também o dedo à falta de espaços e pólos de investimento no concelho, defendendo que a câmara tem de ajudar neste aspecto e na identificação dos espaços apropriados para a instalação de novas empresas e no alívio da burocracia “que dificulta e atrasa a aprovação de vários projectos”
Também o programa “Azambuja Empreende”, apresentado por Patrícia Jardim de Palma, surgiu como uma forma de dotar de ferramentas os empreendedores e as suas ideias para que estas consigam concretizar-se de forma sustentável no concelho. Patrícia Jardim de Palma é professora do Instituto Superior das Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa com quem a Câmara da Azambuja irá iniciar uma parceria através do novo programa de empreendedorismo “Azambuja Empreende”.
Também da área do ensino estiveram presentes na conferência as directoras dos três agrupamentos de escolas do concelho, que aproveitaram para apresentar alguns projectos desenvolvidos pelos alunos dos diversos ciclos que mostraram como estes já têm espírito criativo e inovador.

Azambuja debateu desenvolvimento económico

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