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“Mantendo as tradições sem cairmos na monotonia estamos a captar novos públicos”

“Mantendo as tradições sem cairmos na monotonia estamos a captar novos públicos”

“Mantendo as tradições sem cairmos na monotonia estamos a captar novos públicos”

Edição de 22.06.2017 | Especial Feira do Chouto

Quantos anos tinha quando foi pela primeira vez à Feira do Chouto? Não consigo precisar com exactidão a primeira vez que fui à Feira do Chouto mas desde muito pequenino que lá vou com a minha família embora naquela altura, pelo que me lembro, a disposição da feira era muito diferente da actual.
Qual é a sua melhor lembrança da festa? As lembranças de infância para mim são as mais marcantes e as que me deixam mais saudade. Lembro-me de ir aos sábados com a minha família e juntar-me na festa com os meus amigos. Depois andava na brincadeira a noite toda e no domingo, logo de manhãzinha, ia ao mercado com a minha mãe.
Como é que se mantêm as tradições quando a população vai decrescendo? Muitas vezes temos que nós reinventar para manter as tradições e não nos deixarmos cair na monotonia. A essência da feira continua presente, no entanto devido ao decréscimo da população temos de apostar na dinamização e modernização das actividades para captar novos públicos.
Os preços para os expositores aumentaram este ano? Os preços mantiveram-se quase inalterados, apenas tivemos uns pequenos ajustes para manter uma equidade entre expositores.
É fácil mobilizar os expositores? Este ano a procura superou a oferta, isto deve-se à qualidade do nosso certame. Temos vindo ano após ano a melhorar a feira e isso traduz-se numa maior procura de expositores. Também este ano temos um acréscimo de novos artesãos locais, o que me deixa bastante satisfeito. Eles têm vindo a apostar na exposição dos seus trabalhos na nossa feira.
Como vê o futuro do seu concelho? Hoje tenho confiança no rumo que estamos a tomar. Cortámos com maus vícios e mentalidades do passado e agora sinto que temos um concelho mais equitativo sem distinção entre o norte, centro ou sul do concelho. Antigamente existia uma “barreira ideológica” entre o norte e sul do concelho. Hoje sinto que essa barreira tem vindo a desaparecer e assim passamos a ser Chamusca como um todo e não apenas uma parte do concelho.
O que é que é possível mudar na Feira para que não perca a actualidade e atraia a população de fora do concelho? Felizmente a Feira de S. Pedro já é visitada por muitas pessoas de concelhos vizinhos. O certame é cada ano mais rico, o programa mais diversificado e abrangente em termos de actividades e públicos. Os espectáculos são também eles variados e transversais às faixas etárias que a nossa freguesia alcança. As provas desportivas cada ano estão a ter mais participantes, os expositores e artesãos vêm de longe e são, à semelhança do resto, cada vez mais a procurar-nos. Estamos no bom caminho graças às pequenas e grandes mudanças que fizemos nestes últimos anos.

“Mantendo as tradições sem cairmos na monotonia estamos a captar novos públicos”

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