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Bombeiros Municipais de Coruche “em pé de guerra”

Edição de 22.06.2017 | Sociedade

O ambiente anda tenso no quartel dos Bombeiros Municipais de Coruche e encontra-se a decorrer um processo disciplinar a um operacional devido às quezílias que têm havido nos últimos tempos. O assunto chegou à última reunião de câmara, onde a vereadora Liliana Pinto (PSD) disse que já há relatos de ameaças graves que envolvem violência física.
Em causa estão divergências internas relativas ao pagamento de horas extraordinárias e envolvendo elementos que constituem a Equipa de Combate a Incêndios (ECIN), constituída por cinco elementos e um veículo florestal, e a Equipa Logística de Apoio ao Combate (ELAC), constituída por dois elementos e um veículo de abastecimento. Equipas que garantem capacidade de resposta “24 horas sobre 24 horas” desde 1 de Junho no combate a fogos florestais no concelho.
“É esta situação que tem gerado mais desagrado por parte dos elementos que fazem parte destas equipas” devido a questões de disponibilidade, pois muitos têm dificuldade em compatibilizar a vida pessoal com a profissional, disse o presidente da câmara, Francisco Oliveira (PS), durante a reunião do executivo.
Foi ainda referido que há horas extraordinárias feitas por bombeiros que os superiores vão rasurar, pondo menos horas, e que há horas extra feitas por bombeiros municipais que são pagas como se fossem prestadas em regime de voluntariado. “Daqui a pouco ainda haverá alguma desgraça naquele local”, disse a vereadora Liliana Pinto.
Francisco Oliveira diz estar disponível para se reunir com todos. Adianta que existem bombeiros municipais que, durante o descanso, fazem horas como bombeiros voluntários e que, obviamente “não são remunerados por essas horas extraordinárias”. “Os bombeiros quando foram para aquela profissão sabiam o que contavam. Eles sabem que têm de seguir aqueles horários e aquelas regras”, confessa.
Contactado por O MIRANTE, o comandante dos Bombeiros Municipais de Coruche, Luís Fonseca confirma que está a decorrer um processo disciplinar e admite que, como em qualquer instituição, existem divergências entre elementos da corporação, pois nem todos são da mesma opinião. Refere ainda que o descontentamento dos bombeiros passa, sobretudo, pelo facto do Governo não descongelar as carreiras há 17 anos.
Relativamente às novas equipas, confirma que os elementos têm de fazer muitos sacrifícios pessoais e profissionais para estarem disponíveis. Mas o comandante diz que existem mais queixas em relação ao pagamento das horas. O valor que o Estado paga (1,87 euros/ hora) fica muito aquém do que os bombeiros deveriam receber, apesar de a Câmara de Coruche pagar a cada bombeiro mais 10 euros por cada 24 horas e oferecer uma refeição na cantina municipal.

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