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Suinicultores lançam no Cartaxo carne certificada de “qualidade superior”

Congresso Nacional de Suinicultura deu o pontapé de saída para a campanha “Dê o porco ao manifesto – Escolha o que é nosso”.

Edição de 28.06.2017 | Economia

A Federação Portuguesa de Associações de Suinicultura apresentou na sexta-feira, 23 de Junho, no Cartaxo, o selo de certificação de carne de porco portuguesa de “qualidade superior”, porco.pt, iniciando a campanha “Dê o porco ao manifesto – Escolha o que é nosso”.
A apresentação decorreu no final do oitavo Congresso Nacional de Suinicultura, que decorreu nos dias 22 e 23 de Junho no Centro Cultural do Cartaxo, e no qual cerca de 400 profissionais do sector - entre produtores, veterinários, farmacêuticos, representantes das indústrias de rações e também responsáveis de entidades oficiais – debateram questões como estratégias de desenvolvimento e internacionalização, promoção de raças autóctones, melhoria das práticas de produção (nomeadamente sanitárias e de bem-estar animal) e a criação de metodologias de diferenciação da carne de porco pela qualidade. A Federação Portuguesa de Associações de Suinicultura (FPAS) explica o lançamento da marca porco.pt com o facto de, segundo um estudo que promoveu, 52% da população portuguesa desconhecer a origem da carne que consome.
O selo tem como principal objectivo “diferenciar a carne de porco produzida em Portugal e surge como resposta do setor à crise vivida nos últimos dois anos”, afirma a FPAS, sublinhando que o novo produto cumpre um “rigoroso caderno de especificações, homologado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e que regula todo o processo de produção, abate, transformação, comercialização e promoção de uma carne de qualidade superior”, com certificação por uma entidade independente.
O presidente da FPAS, Vítor Menino, lembrou, na abertura do congresso, a crise vivida pelo sector, considerando-a essencialmente a “consequência de uma fileira que se deixou adormecer durante décadas” e de um mercado interno “desequilibrado, onde a actividade foi brutalmente desvalorizada, como se fosse descartável”.
Vítor Menino assegurou que a carne porco “continua a ser a mais consumida pelos portugueses e, ao contrário do que dizem profissionais do fundamentalismo e da desinformação, apresenta nos últimos anos uma tendência crescente de consumo”.
Segundo dados apresentados pelo secretário de Estado da Agricultura durante o congresso, a produção suína atingiu os 572 milhões de euros em 2016, representando 8% da produção agrícola nacional e registou um crescimento médio anual em volume de quase 2% desde 2012.
Não sendo ainda autossuficiente na produção de carne suíno - em 2015 produziu cerca de 75% da carne consumida no país -, o sector apresenta um “potencial de crescimento assinalável” que pode contribuir para o equilíbrio da balança comercial alimentar nacional, realçou Luís Vieira.
O número de explorações tem vindo a diminuir, com uma maior concentração de efectivos nas de maior dimensão, disse, apontando que das 44.000 explorações do país, 1,6% (710) representam cerca de 90% do total de efestivos.
O governante desafiou o sector a resolver os problemas ambientais que ainda persistem, lembrando que têm estado disponíveis “apoios generosos no âmbito do FEOGA e do FEADER” e que esta é uma questão “altamente valorizada pelos cidadãos”.

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