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João de Carvalho renunciou ao mandato a três meses das eleições

Nas últimas eleições a campanha liderada por João de Carvalho à câmara custou um vereador ao PSD em Vila Franca de Xira. Actor deixou de ir às reuniões de câmara praticamente desde a primeira hora.

Edição de 28.06.2017 | Política

O actor João de Carvalho, vereador da Coligação Novo Rumo (liderada pelo PSD) na Câmara de Vila Franca de Xira, renunciou na passada semana ao mandato dando lugar a Helena Pereira de Jesus, a mulher que o substituiu no cargo e que será a cabeça de lista da coligação nas eleições autárquicas marcadas para Outubro.
Este é um mero formalismo já que João de Carvalho estava ausente das lides políticas desde que foi eleito, em 2013, através de sucessivas suspensões de mandato. Praticamente desde a primeira hora que Helena de Jesus tem sido a sua substituta na vereação.
João de Carvalho e a candidatura que liderou, há quatro anos, foi responsável por uma baixa votação que custou um vereador à coligação – dos três que detinha passou a ter dois. Facto a que não foi alheio, também, o duro quadro de assistência financeira vivido no país e o Governo liderado por Pedro Passos Coelho. A última aparição pública do actor na cena política vilafranquense foi há menos de ano e meio, quando criticou o socialista Fernando Paulo Ferreira, vice-presidente da câmara, pelo facto da cultura no concelho estar desacompanhada.
O autarca social-democrata, que no anterior mandato teve a pasta da cultura a seu cargo durante dois anos - saindo em 2011 - garante que apesar de ter estado afastado da autarquia sempre acompanhou o que tem sido feito. E disse que Fernando Paulo vem de uma geração “criada dentro da política e para a política”, que às vezes se esquece “do mundo real”.
João de Carvalho mostrava também um crescente desencantamento com a política local. “A maior parte desta juventude que está ligada à política, até dentro do PSD, vive muito para o universo político e o que o rodeia, coisas boas e más, e há muita coisa má a rodar à volta da política. Mas esquecem-se que a política se faz com conhecimento de causas. E as causas partem das vivências do dia-a-dia”, lembrava o autarca numa entrevista ao jornal Valor Local.

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