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27/07/2017
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Os nervos de Parreirita antes de tirar a alternativa

Edição de 06.07.2017 | Cultura e Lazer

Parreirita Cigano aparece no átrio do hotel, a poucos metros da praça de toiros do Campo Pequeno, já vestido com a casaca verde-garrafa, a sorrir e com olhar brilhante. São 20h00 de quinta-feira, 29 de Junho, e o cavaleiro do Cartaxo está a duas horas de cumprir o sonho de tirar a alternativa de cavaleiro tauromáquico profissional na praça lisboeta, considerada a catedral do toureio a cavalo. Acompanha-o o seu padrinho de alternativa, Manuel Jorge de Oliveira. Estão ambos nervosos e disfarçam como podem perante os olhares dos amigos e da irmã de Parreirita, que o esperavam no átrio do hotel.
Parreirita tinha chegado cedo a Lisboa, ao início da tarde. A primeira coisa que fez foi ir ver como estavam os seus cavalos que entretanto já tinham chegado à praça e estavam a ser preparados para a corrida. O dia era importante, de emoções, e o jovem cavaleiro fazia tudo para que não existisse a mais pequena falha naquele que era um sonho que perseguia há muito tempo. Depois de ficar mais descansado por ver que os cavalos estavam bem, o cavaleiro foi então para o hotel, onde aproveitou para descansar um pouco, antes de se vestir de toureiro.
Parreirita saiu do hotel e fez o curto percurso até à praça de carro, sentado no banco de trás, com o seu padrinho. Uma das irmãs do jovem toureiro do Cartaxo conduziu o veículo até à entrada para as cavalariças do Campo Pequeno. Enquanto, Manuel Jorge de Oliveira dava um autógrafo a uma criança que estava na zona, Parreirita seguiu para junto dos seus cavalos. Depois de os observar começou a montar, a fazer o aquecimento dos animais antes de entrar na praça.
Em situações normais Parreirita não chega tão cedo à praça. Basta pelo menos uma hora para fazer o aquecimento e preparar-se para a lide. Mas nesse dia, com as emoções à flor da pele, o cavaleiro estava na praça duas horas antes. Montar era uma forma de descontrair e aliviar o nervosismo. Parreirita deu voltas e voltas no pátio das cavalariças, acompanhado pelo seu padrinho e pelo assobio deste. Manuel Jorge de Oliveira foi assobiando o tempo todo em que aquecia os cavalos porque esta é a sua forma de aliviar os nervos.

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