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“Pela reintrodução dos toiros de morte em Portugal”

Edição de 06.07.2017 | Cultura e Lazer

O advogado e presidente da Ordem dos Advogados de Santarém, Ramiro Matos, defende a reintrodução dos toiros de morte em Portugal.
“Deviam voltar a ser permitidos os toiros de morte em Portugal. É algo que apesar de não ser legal no nosso país está enraizado e há muitos portugueses que vão a Espanha para assistir a corridas com toiros de morte. O espectáculo é mais rico e não há razão nenhuma para que não haja toiros de morte em Portugal”, defende.
Ramiro Matos gostava que houvesse uma melhor divulgação das corridas de toiros e que fossem encontradas soluções para baixar o preço dos bilhetes. “Tem que se apostar em parcerias de forma a que os espectáculos continuem a ser apelativos para as pessoas, nomeadamente ao nível dos preços dos bilhetes”.
Diamantino Duarte, administrador da Resitejo, também defende os toiros de morte em Portugal. Sobre o preço dos bilhetes diz que são acessíveis e que a tauromaquia vai continuar. “Sempre ouvi falar numa crise no mundo dos toiros mas são sempre crises passageiras e a prova é que é uma cultura que está bem enraizada, sobretudo no Ribatejo”, afirma.
Luís Valente, advogado e membro da administração da Santa Casa da Misericórdia de Santarém também acredita que a festa brava é uma tradição que vai perdurar por muito tempo apesar de defender que tem que se renovar. “A corrida é um espectáculo com raízes ancestrais que vai continuar a ser preservado pelas gerações vindouras. No entanto, o espectáculo terá que adaptar-se e evoluir aos novos tempos”, referiu.
O ex-presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão, defende que o espectáculo das corridas de toiros devem adaptar-se aos novos tempos mas que a tradição deve manter-se. Acredita que isso acabará por acontecer devido à continuidade que os mais jovens estão a dar à tradição da tauromaquia.
Apesar de não se considerar aficionado, o vice-presidente da Câmara de Santarém, Luís Farinha, costuma assistir a algumas corridas de toiros e afirma que este é um tipo de espectáculo que tem tudo a ver com a identidade do povo português e dos ribatejanos em particular.
“A nova geração ainda mantém esta tradição e o exemplo disso é esta corrida de O MIRANTE que tem muita gente jovem nas bancadas a assistir”. Luís Farinha não concorda com os toiros de morte nem com os toiros de fogo por não fazerem parte da tradição portuguesa.

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