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Administração da Prado Karton pede insolvência da empresa

Empresa papeleira de Tomar não conseguiu apresentar plano de recuperação e suspendeu actividade. Em causa estão mais de setenta postos de trabalho.

Edição de 06.07.2017 | Economia

A administração da Prado Karton decidiu avançar com o pedido de insolvência da sociedade, depois de não ter sido possível apresentar um plano de recuperação que garantisse a sua viabilidade, anunciou a empresa de cartão de Tomar. Em comunicado, a empresa adianta que, “apesar de todos esforços realizados, não foi possível apresentar um plano de recuperação que assegurasse a viabilidade da empresa”.
Lamentando “profundamente este desfecho”, a administração da Prado Karton diz estar “convicta” de que esta decisão “é a que mais beneficia os trabalhadores e demais credores, dado que permite proteger o activo da empresa. Acrescenta que a fábrica de Tomar suspende a sua actividade, “estando já assegurado o pagamento dos salários referentes ao mês de Junho”.
Desde que a administração entrou em funções, em Abril de 2016, “foi implementado um processo de reestruturação, que implicou uma injecção de fundos de mais de dois milhões de euros, nomeadamente do accionista, possibilitando o retomar da actividade industrial que se encontrava parada há mais de cinco meses, bem como desenvolver uma nova oferta de produtos de maior valor acrescentado da gama ‘kraft’ [tipo de papel], reconquistar clientes através de um significativo investimento comercial e financiar a tesouraria e actividade corrente, assegurando-se a manutenção de 72 postos de trabalho”.
Perante este investimento, prosseguiu a administração, “as actividades produtivas foram reiniciadas em Abril de 2016 com uma produção brutal mensal de cerca de 250 toneladas, atingindo-se, cerca de um ano depois, uma produção bruta mensal de 1.900 toneladas”, acrescentando que “ao longo deste período foram recuperadas relações comerciais com clientes que tinham abandonado a empresa e angariados novos clientes, tendo sido possível atingir um volume de negócios mensal superior a um milhão de euros”.
No entanto, “apesar do crescimento da actividade e da melhoria operacional, a empresa continuou a apresentar prejuízos significativos, fundamentalmente, justificados pela inesperada evolução gravosa das condições de mercado”.
A Prado Karton registou, desde o início deste ano, “um aumento superior a 15% do preço das principais matérias-primas, não sendo possível reflectir tal aumento de custos nos preços de venda”.

Câmara pede rapidez à Segurança Social
A Câmara de Tomar já reuniu com direcção do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) da cidade e vai reunir com o director distrital da Segurança Social para o sensibilizar para que os processos dos trabalhadores da empresa Prado Karton sejam analisados rapidamente para que estes possam receber o respectivo subsídio de desemprego já em Julho.
A informação foi dada pela presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS), na última sessão da assembleia municipal. “A administração da Prado Karton pediu para falar comigo na quarta-feira [28 de Junho] para me informar que a empresa ia entrar em insolvência. Estamos a acompanhar a situação e vamos fazer o que for possível para atenuar a situação dos trabalhadores que, pelo que sei, não existem salários em atraso”, afirmou.

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