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Recurso ao centro de emprego para suprir falta de auxiliares nas escolas “é uma vergonha”
Ricardo Gonçalves

Recurso ao centro de emprego para suprir falta de auxiliares nas escolas “é uma vergonha”

Presidente da Câmara de Santarém voltou a criticar o modelo em vigor, tal como já havia feito com o Governo anterior, e quer que os rácios para colocação de funcionários sejam revistos para não obrigar os municípios a contratar desempregados.

Edição de 06.07.2017 | Sociedade

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), diz que é “uma vergonha” que todos os anos se tenha que recorrer aos centros de emprego para suprir a falta de auxiliares de acção educativa nas escolas e assim garantir o seu funcionamento.
“Acho isto digno do terceiro mundo e este Governo, que se diz de esquerda, neste capítulo não está mais perto das pessoas”, declarou o presidente do município escalabitano na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém, onde sublinhou que as suas críticas a essa realidade não são de agora.
O autarca teve uma reunião com a secretária de Estado adjunta e da Educação onde diz ter destacado que os rácios em vigor para colocação de auxiliares nas escolas não satisfazem as necessidades. “Trouxemos de lá a certeza de que esses rácios iriam ser alterados, o que poderá acontecer na próxima delegação de competências” nos municípios, acrescentou.
Ricardo Gonçalves respondia a uma questão colocada na última sessão da assembleia municipal pelo eleito da CDU José Luís Cabrita que quis saber qual o teor dessa reunião entre o presidente da câmara e a governante.

Críticas já não são de agora
O presidente da Câmara de Santarém tem criticado várias vezes publicamente o acordo de delegação de competências entre o Estado e os municípios em matéria de educação, claramente deficitário para as autarquias. Em Novembro de 2013, durante o congresso da Associação Nacional de Municípios que decorreu em Santarém, Ricardo Gonçalves considerava “desfasada da realidade” a forma como a administração central vinha encarando a delegação de competências nos municípios, nomeadamente na área da educação.
Na altura, estava no poder o Governo PSD/CDS e o autarca deu como exemplo o facto de a Câmara de Santarém ter de assegurar a contratação de cerca de 120 auxiliares de acção educativa para as escolas de 1º e 2º ciclos do concelho, número indispensável para o funcionamento das escolas mas que ia muito para além do indicado e financiado pelo Ministério da Educação.
“O Ministério da Educação mostra-se indiferente aos nossos apelos fundamentados na acção mas permite-se poupar um encargo de aproximadamente 600 mil euros que saem do orçamento anual da Câmara Municipal de Santarém”, afirmou.

Recurso ao centro de emprego para suprir falta de auxiliares nas escolas “é uma vergonha”

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