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21/07/2017
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Espaços de restauração do Jardim da Liberdade têm interessados
Câmara de Santarém procura soluções para estabelecimentos devolutos e ao abandono
Edição de 12.07.2017 | Economia

O presidente da Câmara de Santarém diz que há interessados em ocupar alguns dos espaços de cafetaria e restauração que se encontram devolutos no Jardim da Liberdade. Ricardo Gonçalves admite que o município pode “aligeirar” o processo de concessão desde que surjam projectos diferenciadores. O autarca informou ainda, na última sessão da assembleia municipal, em resposta ao eleito Luís Batista (PS), que esteve recentemente em contacto com “um conceituado chef” que ali queria instalar um restaurante, bem como com responsáveis de um outro restaurante.
Os três estabelecimentos do Jardim da Liberdade – um restaurante e duas cafetarias/bar - já se encontram encerrados há muito tempo e têm motivado recorrentes perguntas ao executivo camarário por parte da oposição. Em Julho de 2016, a Câmara de Santarém decidiu lançar uma hasta pública para concessão por cinco anos do restaurante e de uma das cafetarias. No caso da cafetaria 2 o valor base para a renda mensal era de 300 euros, enquanto o do restaurante era de 600 euros. A hasta pública foi aprovada pela câmara e pela assembleia municipal e foi publicitada nos locais públicos do costume mas nada se alterou.
Os três espaços encontram-se todos encerrados, tendo a Câmara de Santarém rescindido no Outono de 2015 o contrato com a empresa que explorava a cafetaria 1, que acumulou rendas em atraso. O executivo camarário decidiu ainda exigir o valor das rendas em atraso (802 euros por mês), num montante total de 36.585 euros, e aplicar uma sanção correspondente a metade desse valor, ou seja 18.292 euros.
Os dois restantes espaços também estão envolvidos em processos litigiosos, entre a Câmara de Santarém e os concessionários. Em causa está o não pagamento das rendas, alegadamente devido a deficiências estruturais nos edifícios. O restaurante nunca chegou a abrir devido a esses problemas, segundo invoca o grupo El Galego, anterior concessionário.

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