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24/07/2017
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30 anos do jornal o Mirante
negócio. São os mais velhos quem mais compra jornais, diz Joaquina Montemor
Clientes gostam de comprar O MIRANTE à quinta-feira para sabem as novidades da região
O MIRANTE vende-se aqui! Joaquina Montemor está à frente da papelaria O Tostão, em Marinhais, há 18 anos
Edição de 12.07.2017 | O MIRANTE vende-se aqui!

À quinta-feira são muitos os clientes que vão à Papelaria “O Tostão” para comprar O MIRANTE e saber as últimas notícias da região. Situada à beira da Estrada Nacional 367, em Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, “O Tostão”, é gerido por Joaquina Montemor há 18 anos mas o estabelecimento já existe há cerca de três décadas. Sempre que há notícias da terra ou dos arredores o jornal regional esgota com facilidade. Quem não compra o jornal Expresso opta por comprar O MIRANTE à quinta-feira, enquanto quem compra o Expresso já não compra O MIRANTE uma vez que este vem no saco do semanário nacional.
Segundo Joaquina Montemor, os clientes mais velhos gostam mais de comprar jornais, apesar dos mais jovens também gostarem de saber as notícias da região através de O MIRANTE. A proprietária da papelaria diz que a internet veio ‘roubar’ muitos clientes. “As pessoas lêem as notícias na internet e já não compram os jornais. Estão a deixar de ser leitores do papel, preferem o digital”, refere.
Joaquina Montemor trabalhou durante cerca de 30 anos na Raret – emissor de rádio norte-americano que também tinha escola para os alunos do concelho -, na Glória do Ribatejo, e quando esta fechou portas ficou desempregada. “Na altura foi complicado porque era velha para arranjar novo emprego e nova para me reformar”, recorda.
Entretanto, uma prima sua, que era dona da papelaria O Tostão, quis trespassar a loja e Joaquina decidiu ficar com o espaço. A única experiência que tinha foi de ter trabalhado na papelaria da escola da Raret. O outro lado do negócio aprendeu com a sua familiar e também no dia-a-dia com os clientes. Considera que foi a melhor forma de aprender. “Foi um bom investimento que fiz porque o mercado estava diferente, para melhor, tudo se vendia bem. Agora é que as coisas se estão a complicar e é mais difícil conseguir vender os produtos”, lamenta.
A papelaria “O Tostão” vende, além de jornais e revistas, todo o tipo de material escolar, desde canetas, lápis, cadernos e mochilas. No início do ano lectivo também vende livros escolares mas este negócio perdeu muito com a venda de livros nas superfícies comerciais. “Antigamente vendíamos muito bem os livros escolares mas quando começaram a vender-se nas grandes superfícies comerciais as papelarias foram muito prejudicadas com isso. Eu perdi muito com o negócio”, sublinha.
Joaquina admite que há clientes que têm o hábito de ler os jornais e revistas na papelaria e depois se vão embora sem comprar. É prejudicial para o negócio mas a empresária diz que não vai proibir os clientes de ler, até porque muitos são fiéis à casa, vão ao estabelecimento todos os dias e fazem ali compras com regularidade.

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