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“Quando gostamos do que fazemos nem damos conta do trabalho”

“Quando gostamos do que fazemos nem damos conta do trabalho”

Aníbal Duarte, 74 anos, presidente da União Desportiva e Cultural da Aldeia do Sobralinho

Edição de 19.07.2017 | Identidade Profissional

É um rosto conhecido do Sobralinho, terra onde vive com a esposa desde 1969. É presidente daquela que já foi uma das maiores colectividades desportivas do concelho de Vila Franca de Xira mas que hoje sofre com a falta de jovens. Actualmente a UDCAS do Sobralinho é sobretudo um pólo agregador da comunidade.

Quando se faz aquilo de que se gosta o trabalho flui com normalidade e deixa de ser um sacrifício. A opinião é de Aníbal Duarte, 74 anos, presidente da União Desportiva e Cultural da Aldeia do Sobralinho (UDCAS), concelho de Vila Franca de Xira.
“Na vida como no trabalho, quando fazemos o que gostamos as coisas correm sempre bem porque estamos entusiasmados. Quando eu fazia algo eu queria que esse algo desse frutos”, conta.
Aníbal é um rosto conhecido da terra, onde já vive com a mulher desde 1969. Nasceu no concelho de Pombal, numa localidade chamada Louriçal, mas veio para a região ainda novo. Aos 18 anos rumou a Alenquer para trabalhar na agricultura, uma das áreas de que gosta particularmente. Mais tarde passou para a área fabril, onde fez todo o seu percurso até se reformar. Primeiro na IDAL da Castanheira do Ribatejo, fábrica de produção de tomate, e mais tarde na fábrica de adubos do Forte da Casa (actual ADP Fertilizantes). “Escolhi viver no Sobralinho por estar próximo da empresa mas também porque na altura comprámos aqui uma loja de frutas e hortaliças. Mais tarde comprámos casa e a vida seguiu o seu rumo”, recorda.
Aníbal conta que nunca teve medo do trabalho. Na fábrica de adubos era fogueiro de geradores a vapor, um trabalho considerado de risco. “Para sermos fogueiros tínhamos de ter uma carta específica, como se fosse conduzir um carro. Um fogueiro conduzia uma caldeira de gerador de vapor, que servia para aquecimento. Gostava de trabalhar nessa fábrica porque era a empresa que melhor pagava”, recorda.
O dirigente nunca teve uma profissão de sonho mas confessa ter uma paixão pela agricultura. O associativismo é outra das suas paixões. A UDCAS foi fundada em 1974 e em 1983 começou a frequentar a colectividade. “Fui fazendo parte de várias direcções. Este edifício quando se iniciou já eu cá estava como director. E nunca mais parei, estive uns anos afastado da colectividade por motivos profissionais e entretanto decidi voltar”, conta a O MIRANTE.
A UDCAS já foi uma das associações desportiva e culturalmente mais fortes do concelho, sobretudo ao nível do futsal, atletismo e cicloturismo, mas com o tempo foi vendo os jovens saírem para outras paragens. Isto apesar de ter excelentes condições – um bom pavilhão desportivo e um campo sintético praticamente novo. Actualmente acolhe as modalidades de Kenpo e Zumba e aluga o sintético a grupos que ali vão jogar. Mas os dirigentes confessam que, a curto prazo, o objectivo passa apenas por manter a porta aberta para que os sócios – cerca de quatro centenas – possam aparecer e conviver. “A colectividade esteve fechada há dois anos, de Setembro a Junho, depois de um grupo de sócios se ter juntado e decidido fechar a colectividade porque o ambiente era péssimo. Entretanto mudámos tudo, voltámos a pegar na associação e hoje as coisas estão bem melhores”, refere o responsável.

“Quando gostamos do que fazemos nem damos conta do trabalho”

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