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Um matagal junto ao quintal

Um matagal junto ao quintal

Terreno em zona urbana de Benavente, pertence a várias pessoas da mesma família que não se têm entendido quanto à sua limpeza. Câmara já notificou proprietários mas sem resultados.

Edição de 03.08.2017 | Sociedade

Um terreno junto à Rua das Areias, em Benavente, está a preocupar os moradores da zona pois está transformado num matagal e pode tornar-se combustível fácil. De entre as largas dezenas de herdeiros do clã Cachulo, Manuela Cachulo e o filho Bruno Nepomuceno são os que moram mais próximos do terreno, sendo que a casa de Bruno Nepomuceno fica mesmo voltada para a Rua das Areias. A Câmara de Benavente já notificou por duas vezes Manuela Cachulo para que proceda à limpeza do terreno, mas este continua sem manutenção.
“Isto é muito complicado de resolver porque são muitos proprietários neste momento e quando uns vão morrendo, pela ordem natural das coisas, os que se seguem são ainda mais. Neste momento somos quase 80. E mesmo que alguns de nós, como eu e a minha mãe, quiséssemos limpar o terreno, há sempre quem se mostre contra”, explicou Bruno Nepomuceno.
Marta Correia, uma das moradoras da Rua das Areias, cujo quintal das traseiras está praticamente a ser invadido pela vegetação do terreno, é uma das que mais se preocupa: “A senhora Manuela foi notificada no dia 23 de Maio para fazer a limpeza do terreno, segundo o que me disseram no departamento das obras da Câmara de Benavente. Eu tinha ido à câmara mostrar as fotografias que tirei aqui da varanda e explicar-lhes o que se está a passar, que há três anos que aqui estamos e que não vemos este terreno ser limpo, e disseram-me lá que já tinham notificado a proprietária e que ainda na segunda-feira ela voltou a ser chamada lá”.
Há três anos, o marido de Marta Correia, que é bombeiro, limpou uma faixa do terreno que está encostada à parede do quintal da casa de ambos, para tentar minimizar o risco de um possível incêndio que lhes atinja o quintal. No final da limpeza foi surpreendido por Manuela Cachulo e o marido que lhe foram dizer que o terreno era deles “e que não devia estar ali a limpar, mas esperaram até ele acabar de fazer o que estava a fazer para lhe dizerem. E depois disso não fizeram mais nada”, conta Marta.
“A minha mãe disse isso porque já sabia que havia na família quem viesse dizer a seguir, se nos encarregássemos ou outras pessoas de limpar o terreno, que não devia ter sido feito da maneira que foi”, esclarece Bruno Nepomuceno.
Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente, confirmou as duas notificações feitas a Manuela Cachulo e adianta que está a tentar agendar uma reunião com os vários proprietários para se tentar chegar a um consenso, “mas até falarmos com eles não podemos fazer mais nada”. Bruno Nepomuceno quer que essa reunião avance mas alerta que no passado a mãe também tentou reunir todos os proprietários para resolver a situação e não foi possível chegar a um acordo.
Segundo Marta Correia, já teve de ser a Câmara de Benavente no passado a limpar o dito terreno porque a família não se entendeu. “Qualquer dia acontece uma desgraça e depois é tarde para pedir desculpa”, acusa Marta.

Um matagal junto ao quintal

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