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Vilafranquense alia juventude e experiência
ambição. Equipa ambiciona um melhor resultado na prova este ano

Vilafranquense alia juventude e experiência

Com novas contratações para a sua equipa de futebol sénior e o regresso de um antigo filho da casa, o clube quer chegar mais alto e pede apoio à cidade.

Edição de 10.08.2017 | Desporto

O União Desportiva Vilafranquense apresentou esta quinta-feira, 3 de Agosto, o novo plantel sénior de futebol para a época 2017/2018, que conta com o regresso de Carlos Fernandes como guarda-redes e com as contratações dos defesas Pedro Correia (ex-Académica de Coimbra), João Freitas (ex-Leixões/Gafanha), Danny Henriques (ex-Excelsior/Cambuur, da Holanda), e Renan Pinto (ex-Águeda). Do lado dos médios juntam-se à equipa Balú, vindo do Olympiakos Chalkida da Grécia, e Rúben Gouveia do AC. Lobito de Angola; já para os avançados juntam-se Ragner (ex-Alcanena), Luís Pinto (ex-Sporting da Covilhã/Torreense), Jacinto (ex-Loures) e Gonçalo Gregório (ex-Leixões/Farense).
Para o presidente do clube, Rodolfo Frutoso, esta é uma equipa “claramente mais experiente que a do ano passado”, mas avisa que os plantéis nunca estão fechados: “As contratações são sempre dinâmicas e ainda pode entrar ou sair algum jogador”. Além dos novos reforços, o clube conta com um novo director desportivo: Nelson Veiga. Depois da lesão que o ex-jogador do clube sofreu, Rodolfo Frutoso e o resto da administração decidiram contratá-lo para director: “Mesmo que ele não se tivesse magoado, teria acontecido na mesma pela experiência, carácter e competência dele”.
O treinador Filipe Coelho sente que a equipa está a evoluir bem e avisa que “agora é hora de Vila Franca de Xira mostrar que quer mesmo o clube”: “Já demos muito à cidade e gostávamos que ela agora nos desse também. Apoiem-nos, saiam de casa e venham ver-nos jogar”.
Rodolfo Frutoso teceu críticas à falta de apoios que o clube recebe: “Existem pessoas em Vila Franca de Xira que ou andam distraídas ou querem andar distraídas e está na altura de as pessoas, as empresas e a autarquia mostrarem que estão connosco. Não estamos a falar só de dinheiro mas de outras coisas que nos podem ajudar, serviços, parcerias, e está na altura de a cidade mostrar o que quer”.
Tirando o Colete Encarnado e a Feira de Outubro, “que é isso que traz multidões a Vila Franca de Xira”, Rodolfo Frutoso defende que o centro da cidade a partir das cinco da tarde de um dia de semana normal passa a ser o Campo do Cevadeiro. “Passam por aqui mais de 500 pessoas por dia entre atletas, pais, amigos, é uma grande dinâmica e as pessoas têm de reparar nisso e na parte social que é feita por nós. Dizem que somos uma SAD (Sociedade Anónima Desportiva) e que por isso não nos podem ajudar, mas não é bem assim, se quiserem ajudar conseguem”.

Jogo de apresentação no sábado
O jogo de apresentação da nova equipa aos sócios e simpatizantes acontece no sábado, 12 de Agosto, frente ao Sporting Clube Farense, no Campo do Cevadeiro, a partir das 18h00. Disputa-se o V Troféu Cláudio Lopes, em homenagem ao antigo e acarinhado director do Vilafranquense, e vai contar com a apresentação individual de cada jogador.

O bom filho à casa torna

Carlos Fernandes, 37 anos, regressa ao clube onde começou a carreira, e que considera a sua casa, vindo do Clube Recreativo de Caála, de Angola. O convite deixou-o satisfeito pela oportunidade de rever amigos de longa data com os quais começava a perder contacto, por voltar a estar perto de casa e por poder voltar a sentir-se “um miúdo em campo, ter prazer a jogar, como se inconscientemente voltasse a ter 18 anos”.
“Passei por palcos por onde muitos sonham passar mas infelizmente não é para todos e eu tive a felicidade de os poder alcançar. E agora estou de regresso à base não como forma de acabar a carreira, ainda tenho muito para jogar, mas porque é aqui que me sinto bem”. O guarda-redes, que passou por clubes como o Boavista, Steua de Bucareste, Feirense ou Moreirense, defende ainda que quer “voltar a fazer história”. “Já fiz história aqui, uma subida de divisão, mas não como interveniente principal, e agora gostava de fazer novamente história assim. Ainda não se paga para sonhar”.

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